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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

DEFESAS DIFÍCEIS




           Precisamos de “espaço” para respirarmos, para nos descobrir, para nos movimentar, para curtir, para chorar... para Ser.   No entanto, em nossas relações, principalmente as familiares, esse espaço de que tanto necessitamos é seguidamente invadido e, se permitirmos, iremos perdendo-o cada vez mais, talvez para sempre! Vamos cedendo território para os pais, para os filhos, para companheiros, amigos... por amor, por generosidade, “porque é assim”, porque queremos ser legais e valorizados...

            Enquanto estamos distraídos, muitas vezes também invadindo o espaço deles, vamos cedendo terreno e perdendo nossas liberdades básicas. Defender nosso espaço, retomar nossa vida, torna-se então muito difícil! Ninguém quer ceder, ou devolver, o que já conseguiu, o que já tem como seu!

             Existem os “sem noção”, espaçosos, que,” inocentemente”, vão se apossando de tudo, aproveitando qualquer brecha ou facilidade.     E os “caras de pau”, egoístas em eterno plantão, que tudo pedem ou tomam, sem nada oferecer aos outros.   E os “bem intencionados” que, pelo “nosso bem” tomam a frente em nosso caminho, fazem nossas escolhas, querem dirigir nossos passos, nossa vida.    E aqueles que nos apequenam, nos dirigem, sempre nos lembrando de erros passados, de falhas que nos fazem parecer incompetentes, dirigindo-nos, provando-nos que nada somos, que precisamos deles.    E os que se apresentam sempre com vítimas magoadas, quando não lhes acatamos atitudes e opiniões.    E os filhos “folgados”, “criançonas”, que se negam a sair do colo, pesando e querendo sempre mais...    E as mães amorosas, que abriram mão de tudo, “morreram para o mundo por nós” e agora, chorosas, tudo nos lembram, exigem companhia e que vivamos para elas...       E tantas outras...

            Em todas essas situações nos sentimos fragilizados, “sem graça”, cheios de culpa por tentarmos retomar nosso espaço, nossa liberdade, nossa vida. Quando reunimos coragem para estabelecer e defender nossos limites, os “invasores” reagem com espanto, com medo da nova situação, com indignação, raiva e contra atacam nos manipulando através, principalmente, da culpa. Parecem não nos ouvir, não acreditam, insistem com argumentos repetidos, como “discos rachados”... Frágeis, perdemos nossa pouca coragem, muitas vezes desistimos ou somos vencidos pelo cansaço! Como é  difícil nos defender dessas armadilhas afetivas!

            Necessitamos reforçar nossa auto estima, nosso auto respeito, nossa lealdade e responsabilidade conosco mesmos.  Podemos explicar nossas razões para retomar nosso espaço, mas, quando os outros as ignoram, quando insistem em não ouvir ou não  entender, precisamos não cair na armadilha desgastante de ficarmos nos repetindo em explicações. Podemos erguer uma parede de surdez seletiva ou “devolver a técnica do disco rachado”.  É importante mantermos constante atenção, tolerância zero às repetidas ou novas investidas dos queridos invasores. Afinal, nós  é que queremos as mudanças, eles não!

            Em defesa do direito à nossa vida, o primeiro passo é acreditar que temos esse direito e temos responsabilidade com ela.. Falar sobre essas defesas, escrever sobre isso, é fácil, mas manter a vigilância e honrar esses limites é muito difícil! No entanto, o frescor e a alegria da liberdade valem o empenho na busca da Coragem para Mudar!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O OUTRO




          O Outro é qualquer pessoa à minha volta. Alguns são mais próximos, até muito próximos. Alguns são mais distantes e até de muitos deles só sei pelo noticiário.  Embora eu não perceba, qualquer desses Outros, assim como eu, tem uma história de vida, tem características próprias, defeitos, qualidades e potencialidades. Cada um é uma manifestação do Sagrado e traz em si uma centelha da Luz Original, ainda que, em alguns, esteja muito encoberta e em outros, já menos velada. Embora com a mesma origem, enfrentamos desafios da vida de modo único, particular – acertando ou tropeçando.

            Não levamos em conta que somos diferentes quando julgamos uns aos outros com base em nossos valores, nossas experiências únicas, nossos gostos, nossas expectativas...  Tratamos o Outro conforme nossas necessidades emocionais, materiais, profissionais –  meu familiar ,minha empregada, meu cliente, meu paciente...  Os relacionamentos tornam-se superficiais e ,com a pressa de nossos dias, tornam-se descartáveis, facilmente substituíveis.

            Tudo se complica quando, em nome do amor, nos “apoderamos” do Outro e ele se transforma em nosso Objeto querido: meu filho, meu marido, meu pai... E jogamos sobre o Outro o peso dos nossos desejos, dos sonhos de maior importância e nossas expectativas mais ansiadas e agoniadas. Recebemos deles a mesma carga, e assim nos angustiamos todos, nos invadimos, nos deixamos invadir, mentimos e cobramos todo o tempo. Tudo porque esquecemos o que o Outro quer, o que o Outro pode, o que o Outro É. Irritados, magoados, confusos... lutamos o tempo todo com o Outro que tanto amávamos!   Nessa dolorosa confusão, a saída é nos lembrarmos de que somos duas pessoas diferentes, não importa o quanto nos amemos e sejamos próximos.

 Não sei, realmente, quem é o Outro!  Não tenho nenhum poder sobre ele. Não posso modificá-lo. Não tenho o poder de fazê-lo feliz, nem de fazê-lo infeliz, não posso ser responsável por atender suas expectativas, nem ele por atender as minhas. Preciso respeitar sua unicidade, seus limites! Preciso me lembrar sempre – Ele é um mistério. Ele é o Outro!

E eu? Eu também sou um mistério! Ainda um mistério, até para mim! Preciso me ocupar comigo mesma para ir-me  desvelando:  Qual minha história? Quem sou eu? O que posso? O que quero? Preciso que respeitem, também, o meu espaço, a pessoa que sou! É minha responsabilidade conhecer e estabelecer meus limites, comunicá-lo ao Outro e honrar-me, me respeitando.  Só então, poderei, realmente, me amar e aceitar o outro. Quando estiver difícil a relação, não vou me magoar. Vou apenas guardar meu espaço e lembrar-me:   o outro é o Outro!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

O FILHO QUE SE FOI...




         Filhos, parece que nascem somente para fazer chorar suas mães! E elas os esperam com tanta alegria, com uma alegria entranhada, muitas vezes inexplicável pela razão. É uma sensação forte, visceral, de amor e defesa de sua cria. Mães choram de alegria porque seus filhos estão bem... choram de medo que fiquem mal!  Choram de alegria por seus sucessos e de agonia pelos seus descaminhos...  Choram de pura alegria quando eles chegam e choram, definitivamente, porque eles se foram...

            As mães os trouxeram aqui. Parece, então, absurdo, incompreensível, inaceitável, que eles se vão, deixando-as aqui! Podemos tentar entender, buscar aceitar o que não podemos modificar. As questões da vida e da morte, ainda escapam ao conhecimento humano e buscamos conforto, confiando num Poder Maior de Amor e Sabedoria, que toma as decisões certas para nossas vidas. Aceitamos, nos entregamos, mas a dor não muda. Ela nos acompanha, está entranhada em nós, como nossos filhos. Essa separação nunca foi chorada o bastante. Acho que jamais será. Em certas ocasiões, em alguns momentos, em alguns dias, o choro contido parece se rebelar, cresce dentro de nós, transborda como uma grande represa de tristeza e dor que se rompe e parece nos inundar... Naquele instante, nem tente segurar... A gente se entrega e espera aquele “oceano” passar...    

            Nesses momentos de “recaída” no horror, no absurdo da realidade da perda, que inverteu a “ordem natural das coisas”, ainda nos pegamos repetindo um queixume de pura agonia: Mas, Meu Deus, por que?  Ficou tão gravado em nós o horror daquela perda, que o tempo, senhor do esquecimento, que parecia ter esmaecido aquela dor, ao toque de alguma lembrança, desaparece e somos abafados por uma dor sempre atualizada, gritando em nós...  E mesmo quando as lembranças boas nos chegam, parece que é só para tornar ainda mais terrível a separação. 

            Filhos se vão deixando-nos um sentimento de frustração de sonhos e projetos... Sentimento de medo e pavor quando fomos confrontados com doenças que se arrastaram ou com um fim inesperado. Criancinhas, jovens ou adultos, não importa, os filhos são nossas eternas crianças...  Ficam sentimentos de culpa por termos falhado, por não temos conseguido ser melhores, sentimento de culpa por não termos curtido mais e melhor nosso tempo juntos... Sentimento de impotência e culpa por não termos podido evitar o fim...

            Por mais difícil e dolorosa que seja a vida de nossos filhos (doenças, deficiências, descaminhos, perdas...), enquanto estão aqui conosco, temos a impressão e a esperança de que tempos melhores virão para todos nós e que estaremos sempre juntos, nos vendo e nos cuidando, até o nosso fim. 

            Acredito num Poder de Puro Amor e Sabedoria, num Poder que tudo criou e sabe o que é mais oportuno e melhor para nossa Caminhada. Isso me conforta e me faz aceitar essa perda de meu filho. Só não tira a Dor maior de nossa separação, de tudo que não pudemos continuar vivendo juntos. Acredito que estamos “em compasso de espera”, à espera de um reencontro.

            Na verdade, o filho que se foi – não foi! Para sempre está em nós!

domingo, 12 de fevereiro de 2017

O SERVIÇO E O SERVIR



            Executar os serviços é tarefa de nosso corpo e nossa mente. Estamos num mundo material e serviços precisam ser feitos para sobrevivermos e para vivermos melhor. Sob esse aspecto serviço é trabalho, mas o executamos maquinalmente, algo “forçados” pela necessidade, sem atentarmos ao prazer que muitas vezes o serviço nos traz, sem percebemos sequer o que nos motiva. Embora pareça óbvio e necessário o trabalho, descobrir o que nos conduz no serviço, é importante no entendimento de nós mesmos.  “Por que? Para quem? Para que? Quais ganhos? ...É importante esse olhar racional e curioso com os porquês do meu ego, que direciona o meu Serviço! 

                Faço porque ‘tenho que” fazer? Porque é minha obrigação? Por dever de gratidão?  Faço porque ninguém mais faz, porque sou explorada, vítima no trabalho e na família? O que ganho com isso? Preciso estar sempre “mostrando serviço”? Ou sou subserviente, faço demais para agradar, ser aceita, valorizada? Faço só serviços que sei, serviços mais simples, mais “braçais” porque não me acho capaz de tentar outras tarefas, porque tenho medo de falhar?

              Minha vaidade e orgulho precisam mostrar que posso mais, que sei mais, que sou melhor pessoa, religiosa, profissional, cidadã...? Sinto-me, assim, cansada, ás vezes injustiçada, e por isso posso cobrar, julgar, condenar... aqueles que não “colaboram”? Faço todo o serviço do “meu modo”, não delego tarefas e, quando o faço, tento controlar tudo? Será que estou sendo prepotente, perfeccionista,...?

             Evito serviços porque não quero compromisso, porque não quero me arriscar, porque fujo de comparações e críticas? Ou sou indiferente a tudo e todos? Ou sou esperta e espero que alguém faça primeiro? Ou evito por preguiça, mesmo?

            Tantas outras possibilidades...  Nosso ego, sempre com olhar externo, buscando ganhos materiais e aprovação, tem um pouco disso tudo e, às vezes, muito de alguns desses aspectos. Olhar e “dar-se conta” do que nos move, é o início da libertação de nossos medos e defeitos de caráter, que antes nem suspeitávamos. Estamos em serviço no mundo, mas pouco curtimos o que poderíamos usufruir com espontaneidade, alegria, solidariedade... Precisamos levar o Serviço a uma nível acima, entendê-lo e curti-lo como uma opção de Servir. Entender quem somos e saber que todo serviço é uma escolha, nos liberta do jugo das obrigações e dos enganos do ego. Saber que é uma escolha nos leva à alegria de Servir. Servir por quero, porque eu acho importante cooperar, aprender, compartilhar... Servir porque escolho ser gentil, amoroso, generoso, agradecido... Servir porque escolho ser igual e compartilhar... Trazer pra mim a responsabilidade das minhas escolhas, transforma qualquer duro serviço em Servir.  O Serviço é físico e mental, o Servir é espiritual. Ele nos tira o peso da obrigação, das lutas individualistas e nos leva alegria ao viver. Servir nos leva à Boa e Generosa Pertença com o mundo onde estamos.  Servir é o viço do Ser.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

RELAÇÕES DESTRUTIVAS




         Nossas relações deveriam nos dar oportunidade de nos confrontarmos com o Novo, com o único que existe em cada um de nós, para, nesse convívio, podermos nos enriquecer uns com os outros e desfrutarmos da delícia de nos gostarmos e até de nos amarmos.  Mas nem sempre nossas relações nos ajudam nesse processo de descobertas e na construção de uma auto estima que nos torne mais fortes e mais livres!  Algumas relações em que nos envolvemos tornam-se destrutivas. Elas, ao contrário, impedem as oportunidades de trocas sadias e nos mantêm estacionados, ora como prisioneiros, ora como carcereiros, plugados em nome do medo ou do amor!

            São relações que se estabeleceram pelo apego, em vez do Amor, e nós nem notamos que, aos poucos, deixamos de ser amados e parceiros ou amantes e amigos para paralisarmos uns aos outros em jogos inconscientes, dolorosos e mortais. São relações onde, em nome do amor, criamos dependências – prisões. Onde um “cuida” do outro (pais, filhos, companheiros...) a seu modo, do que ele acha o melhor! Onde aprendemos a depender do Outro, do seu “amor”, dos seus “cuidados” exagerados e eternos, que cada vez mais nos demonstram sermos incapazes sozinhos... Onde mantemos alguém, ou nos mantemos, presos e inseguros, numa “escravidão adaptada”! Reclamamos, mas não nos largamos, não nos libertamos. Muitas vezes, nem notamos que precisamos de alguém que precise de nós!  Estamos atados, encalhados na vida, em nome do amor! Nossas relações tornam-se destrutivas quando destroem nossas possibilidades de liberdade e crescimento.

            Muitas vezes nos mantemos unidos de forma cruel. Mantemos o outro submisso e “necessitando“ de nós, destruindo sua frágil auto estima, sua fraca auto imagem, através de sarcasmos e críticas constantes ou com comparações negativas, criando eternos perdedores, convencidos que precisam de quem, por favor, não os deixe sós e abandonados. E muitas vezes essa pressão sobre o mais “fraco” esconde os próprios medos e inseguranças do dominador.

            Em nome do “amor que cuida demais” ou da pretensão arrogante de quem “sabe e pode mais”, essas relações perversas vão sendo mantidas. São laços afetivos, tortos e muitas vezes inconscientes, que nos impedem de ver o quão estão distorcidos.

            Nessas relações onde me vejo enrolada e atada, só posso modificar a mim! Preciso “ver” qual o Meu papel, no que acredito, o que sinto e quais minhas atitudes, não importa se “por amor ou para o bem comum”.   Preciso reconhecer a distorção da crença de que “Amar é deixar que alguém cuide de mim, que amar é resolver pelo outro, é viver a vida do outro...” e culpá-lo por não me deixar viver a minha. Preciso libertá-lo do meu amor medroso e invasivo! Preciso aprender a ser companheiro, a valorizá-lo e  deixá-lo seguir...  Preciso aprender a cuidar de mim, para libertar o outro e até para poder amá-lo melhor.  Para isso, preciso aprender a me conhecer -1º EU! Conhecer os meus medos, minhas inseguranças, minhas qualidades... Preciso de valorização constante, de lealdade comigo mesma e de paciência amorosa.

Não adianta esperar as mudanças do outro para uma transformação nessas relações destrutivas, que tanto me machucam e apequenam! Isso é minha exclusiva responsabilidade!


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

PERDENDO O CONTROLE




           Não nos foi ensinado a cuidar da própria vida! Não nos foi ensinado a aceitar que não podemos modificar as pessoas, quaisquer outras pessoas, mesmo as mais amadas!  Pelo contrário, nos fizeram acreditar que podíamos, e deveríamos, “cuidar” e controlar a vida dos outros para modificá-la, sempre que necessário! E foi assim, com essas crenças, sentimentos e comportamentos, que nos envolvemos em um luta inglória, numa “missão impossível”! E foi assim, que acabamos por ir perdendo o controle de nossa própria vida e nossa sanidade física, mental e emocional...

            Mantínhamos total atenção no Outro, principalmente os mais próximos, os mais queridos. Quando nos parecia que tomavam uma direção “errada” na vida, logo nos culpávamos pela nossa  desatenção e pela nossa falha em corrigi-los. Corríamos, então, a  tentar controlá-los por todos os meios. Usávamos de persuasão, de mentiras e manipulações de todo modo, de cobranças, de chantagens desesperadas, de agressões físicas e verbais... Tivemos comportamentos que jamais imaginávamos poder ter. Tentávamos de tudo!

            Jamais nos ocupamos com nossa saúde física, emocional ou mental. Não era justo olharmos para nós, por que tínhamos falhado! Nosso mundo emocional, nossas dores, eram abafadas, disfarçadas e aumentadas por uma auto punição constante. Nosso mundo mental era pura confusão. Como e por que eu não conseguia modificar quem eu amava e perdia? Seria muito incompetente? O que faltava tentar? Que Deus era esse que não ouvia meus pedidos para controlar aquela situação?  Era muita dor, era puro desespero, era o descontrole de minha própria vida! O que fazer? O que mudar?

            Pudemos, finalmente, atentar para nosso corpo já adoecido, pudemos reconhecer nossa angústia e “esvaziar” em catarses seguidas as nossas emoções descontroladas, mas a última coisa que pensávamos necessitar e poder modificar eram as crenças equivocadas que deram origem a tanto horror. Para admitir que eram equivocadas e impossíveis, só através da rendição total às dores que elas nos impuseram, só através da admissão da perda do controle de nossas vidas, só através do confronto contínuo com sua impossibilidade, só através do compartilhar honesto com outras pessoas, só ouvindo e entendendo um nova crença, lógica e serena em sua simplicidade. Perdemos a luta e o controle porque somos Impotentes perante qualquer ser humano. Não somos incompetentes, somos apenas impotentes! 

            Os Anônimos nos sugeriram isso em seu 1º passo – “Admitimos que éramos impotentes...e que havíamos perdido o controle de nossas vidas”, mas só acreditamos porque nos foi compartilhado pelos que passaram pelo mesmo tormento daquele engano. Para essa mudança de crença precisamos passar pelo fogo da dor, que queimou nossas “certezas” e no deixou mais humildes para ouvir, para nos modificar, para aceitar e aprender a cuidar de nós mesmos, já que aos outros só podemos amar e respeitar.  É o 1º passo, que redirecionou meu olhar e meu caminhar em direção a mim mesma, em direção ao auto conhecimento, à honestidade, à auto aceitação, ao auto respeito, à responsabilidade de Cuidar do que posso – Eu mesma. É assim que, um dia de cada vez, podemos ir retomando o controle perdido de nossas vidas.