A CURIOSIDADE é o que nos impulsiona, seres vivos. Ela
sinaliza a vida e detona nossos movimentos em resposta ao meio em que estamos. Somos
então desafiados física, emocional e mentalmente a entender e responder. Assim
funcionamos! Corpos mortos, sem vida, não são curiosos, não respondem...
Em nossa vida
mais primitiva ainda somos bastante curiosos, ligados, mas, conforme evoluímos vamos
selecionando nossa curiosidade em função das situações, dos estímulos, das
crenças... Quando é situação de perigo, de risco de vida, voltamos a atenção
curiosa ao instinto animal, mas quando somos distraídos pelos estímulos do
mundo, desligamos nossa atenção e cuidados e apenas gozamos, ficamos “a perigo”!
E quando somos bloqueados por crenças limitadoras em religião, política,
disputas, ou por paixões...perdemos a curiosidade de querer “ver, saber e
compreender”- ficamos bloqueados e regredidos!
Somos, porém,
atraídos e curiosos em nossas relações com o mundo físico e material. Queremos tudo
saber, dominar e até criar. Entretanto, a mais triste, completa e abrangente
falta de curiosidade está em nossas relações com os outros (e conosco mesmos).
Não os conhecemos, nada sabemos, mesmo quando “conhecemos” ou achamos que
sabemos, mesmo quando idealizamos, imaginamos... Outras vezes também já os
vemos de forma rotulada em seus papéis e então por isso nos falta a curiosidade
de saber quem são (sua história, seus anseios, o que conseguem ser... ) Vivemos
juntos ou separados, amando ou odiando, de graça ou por desgraça! Talvez porque ainda não tenhamos entendido
que a primeira e mais importante curiosidade seja por quem somos, como somos, o
que nos move, o que podemos......
Hoje, o que nos
falta é essa Curiosidade primeira de procurar
saber, nos entender, para melhor amar e, afinal, sermos mais felizes.
