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domingo, 22 de fevereiro de 2026

CICLOS...



       Retratam a Vida em suas eternas mudanças. Uns acabando, já demonstram o início de novos ciclos. É assim na Natureza, em todos os reinos da natureza. Uns de imensa duração (Montanhas. Águas...) outros, mais recentes (vida vegetal, vida animal), até o Homem. Todos submetidos aos mesmos ciclos que marcam a passagem do tempo na evolução da Terra.

          Em cada época, vivemos juntos, influenciando e sendo influenciados uns pelos outros em nossos próprios  ciclos, em nosso desenvolvimento físico, emocional, mental, espiritual...

          Em nossa passagem humana, também, tudo é marcado por ciclos (etapas): infância, juventude, mocidade, velhice... Embora nós estejamos mais ligados ao físico, a mudança se faz em nossos vários aspectos, em nossas interações com os outros, com a história, com a família, crenças, cultura... E em cada ciclo sofremos a influência e o peso de nossos ganhos e perdas...

          Tudo isso que nos acontece, nos molda e amolda em cada etapa, deixando marcas. É inexorável a passagem do tempo. A Natureza, paciente, aceita, mas nós tendemos a resistir às mudanças, querendo segurar o tempo... Nos agarramos ao que já é conhecido (mesmo quando foi ruim), sem querer ver novas possibilidades, pelo apego ao passado ou pelo medo de possíveis (e certos) novos desafios.

          Na verdade, até mesmo na velhice, com limitações cada vez maiores, tendo já ultrapassado outros ciclos,  amadurecemos e nos tornamos mais aptos para lidar com as novas realidades dessa nova etapa

          Não choremos pelo fechar de cada ciclo em nossa vida, porque carregamos dentro de nós o que foi vivido nos anteriores: risos, prantos, vitórias, fracassos, aprendizados, memórias...

Viver e evoluir são, para sempre, isso: se descobrir, se reinventar e continuar a caminhar...


domingo, 11 de janeiro de 2026

Pare e Me Escute !!!

 


        Nesse mundo, tão corrido, disfarçado, solitário e desumano, preciso hoje dizer de mim!... Pare e apenas me ouça! Quando escutar, com interesse, gentileza e atenção, você também se sentirá menos só...

       Preciso dizer o que me encanta, o que me apaixona, me emociona... Dizer quais os meus sonhos, dizer da minha esperança teimosa, da minha fé...

       Preciso dizer do que me faz chorar, das minhas agonias, meus erros, minhas culpas, arrependimentos, vergonhas... Preciso confessar a dor de minhas frustrações, das decepções... Preciso dizer dos meus medos, que me obrigam a esconder meus medos!  Preciso falar de minhas saudades...

       Quero que escute quem eu sou/estou debaixo de minha máscara social, correta e aceitável. Quero libertar-me ao  ser ouvida e sentir que não estou tão só. Alguém me escuta! Eu sinto, então, que, verdadeiramente, existo e estou viva! Carrego tanta vida comigo!

       Preciso compartilhá-la! Pare um pouco e me escute! Talvez você possa aproveitar algo da minha humanidade assim revelada e tão semelhante à sua! Talvez você possa até se sentir generoso ao me acolher e me escutar...

 


domingo, 30 de novembro de 2025

FANTASIAS...

 


São criações de nossa mente alimentadas por crenças aprendidas(e muitas vezes distorcidas) por nossos desejos, sonhos... Elas nascem para suprir nossas necessidades afetivas e carências, para colorir nossas vidas e superar nossas inseguranças e medos.

Podem ser fantasias de poder, beleza, dinheiro, valorização...de amor. Mas, cuidado com elas! Elas nos enganam! Distorcemos a realidade para que ela se adeque á gostosura e ao prazer que as belas fantasias nos trazem! Criamos um mundo ideal, irreal, de pessoas (pais, filhos, amantes, amores e situações) perfeitas às nossas expectativas idealizadas.

Vivemos nesse mundo fantasioso e fantástico e buscamos companhia para nosso sonho. Quando não encontramos quem se enquadre nos incripts sonhados ficamos isolados, descrentes das relações, mas quando encontramos parceiros da fantasia, nos apaixonamos e os aprisionamos. Se o outro desiste daquela ficção, ficamos arrasados, nos sentindo traídos, abandonados (Meu mundo caiu!). “Cair na real” é doloroso, triste, desafiador. Sentimo-nos perdidos, num mundo vazio de nós mesmos, dos nossos sonhos.

 Só a verdade nos libertará! Fugimos sempre dela porque viver é maravilhoso, mas também doído e trabalhoso. É um contínuo rever, reaprender, ressignificar crenças, pessoas e relações. É descobrir, desbravar, a nós mesmos e ao mundo em que estamos.


sexta-feira, 24 de outubro de 2025

IMPACIÊNCIA II


 

A impaciência se revela quando esquecemos que tudo na vida está em processo no tempo – um dia de cada vez, um dia após o outro... E as pessoas, tão diferentes umas das outras, também estão em processo!

A impaciência é filha de nossa ansiedade, da pressa, da negação do agora, da negação da realidade, do que É. Ela faz nascer (e se nutre) com as expectativas frustradas, com as fantasias e sonhos gorados, com os desafios inesperados e dolorosos...

Ela traz como consequência raiva, irritação, mágoa e envenena nosso modo de Ser e Estar. Irritados, zangados, estamos sempre a correr atrás de resultados e possibilidades prometidas e ansiadas. Insaciados , nada saboreamos, pois esperamos, impacientes o “prato” que ainda virá!

A Impaciência, além da agonia constante em nós, traz um grande impacto em nossas relações. Queremos pressa do Outro, ignorando suas possibilidades e seu modo de ser. Estando sempre ansiosos e irritados tendemos a descontar nos outros... Tornamo-nos mal humorados, indelicados, ríspidos, grosseiros, distantes, sem tempo para escuta, sem aceitação do outro... Impacientes, estamos sempre sem tempo para o amor.

A impaciência é, assim, um estado de desamor, conosco e com tudo e todos à nossa volta. É um estado constante de luta e não aceitação...

          Como lidar com a nossa impaciência e/ou com a dos outros? Como na música do Bob Dylan precisamos entender e aceitar que estamos todos e tudo, em processo no tempo. Precisamos estabelecer limites, com paciência e firmeza ao nosso pensar e agir conosco mesmos e com o mundo. E nesse mundo tão apressado e impaciente, sem compaixão, cabe a cada um de nós, a cada momento, relaxar e se disciplinar para viver e saborear o Agora ou viver solitários em nossa irritação e azedume!


quinta-feira, 18 de setembro de 2025

APENAS ME ABRACE

 


Quando...

  Eu chorar, me desesperar, me sentir vítima, presa da agonia e tristeza... Quando eu errar...  Não me julgue com impaciência ou dureza! Não tente me entender ou  fazer com que eu entenda os motivos de minha dor! Às vezes eu até entendo, mas nada disso abate a minha dor! Não discuta, não me compare, não me peça mais do que estou podendo ser ou fazer...

  Minha mente, que tudo sabe, até entende, me explica, mas não me nutre, não me consola! Essa minha dor, minha agonia, meu vazio... não querem explicação! Querem carinho em silêncio, precisam descer da mente e chegar ao meu coração – então, apenas me abrace!

  E me perdoem pelas tantas vezes que julguei, que quis orientar, que comparei dificuldades e dores, pelas vezes que tanto falei e “expliquei”...

  Quanta tolice, quanta insensibilidade! Sentimentos humanos em momentos de confrontos humanos só pedem Silêncio, Respeito e Amor! Por isso, esteja comigo e apenas me abrace !  


sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Carências III

 


Carências escondidas em nossa alma... Carências sussurradas, tímidas, não reconhecidas, não ouvidas, desprezadas e negadas com vergonha por nossa mente racional e orgulhosa...

         Carências sorrateiras, quase inconscientes, mas tão poderosas!. Elas vão nos impulsionando pelo Medo sempre presente e não reconhecido. Elas nos levam a percepções distorcidas, exaltadas, de pessoas e situações  e podem até nos atirar em paixões fulgurantes de amor e ódio

As carências podem se tornar muito perigosas em nossas relações quando encontramos as carências do outro. Elas então se potencializam e podem fazer nossos caminhos e amores se fundirem e confundirem. Elas então nos levam a tomar juntos caminhos errados e de delirante egoísmo. É um processo doentio onde nos sugamos em nome do amor.  E quando o tempo nos sacode para a realidade, quando as luzes das paixões se apagam ou perdem aquele brilho, nos vemos ainda mais carentes, zangados, desamados, magoados...

Mas é essa dor que poderá nos deixar entender e descobrir as carências escondidas em nossas histórias e em nossas relações. Só então começamos a “ver” que o medo da dor, do vazio, da rejeição, do abandono, é que nos fizeram fantasiar, nos apegar em demasia e buscar nos outros nossa nutrição afetiva.

No entanto, entendendo e aceitando nossas carências, vamos curando-as, num processo lento e amoroso, que nos tornam mais corajosos, generosos e fortes para nos perdoar (e aos outros) pela nossa humanidade ainda tão pequenina. É um aprendizado do Amor, libertado e libertador.  


sábado, 19 de julho de 2025

SAUDADES...

 


Momentos...

Momentos que nos abraçam, abafam, chicoteiam...Momentos detonados por gatilhos que parecem simples e inocentes, mas,...Um casaquinho surrado, uma poltrona antiga, uma fotografia amarelada... flashes do passado que brotam na memória... São momentos que nos arrastam num vórtice de dor, de alegria, de saudade...

Saudades de meus pais (meu chão), meus avós (minhas referências), de meu irmão menino, de minha tia sempre comigo... Saudades das brigas e “políticas” familiares, dos ciúmes, das preferências, que eu, tão menina, nem sempre alcançava bem! Saudade de seus cuidados, do seu abrigo! Saudades daqueles que mais me amaram nessa vida! Saudade de suas interdições, comandos, orientações, de minha rebeldia boba, de minhas raivas...

Tristeza imensa, hoje,   por tudo que não conheci de vocês, debaixo de nossos papéis e na correria do tempo.  

Agora, quanto mais lembro e choro, mais entendo um pouco de cada um e amadureço nessas lembranças. São momentos de saudade, da meninice e juventude de minha vida, que apenas começava...