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domingo, 8 de março de 2015

O QUE POSSO


           Preciso estar sempre me repetindo e compartilhando que, “só por hoje”, minha responsabilidade e compromisso são apenas  com o que posso. Além dessa realidade, o mais é pura idealização.

          Ainda assim, preciso reunir coragem para agir com a força que emana de nossos corações ante o desejo e o compromisso interior de continuar, de crescer, de servir, de amar... de ser melhor a cada dia.

            Já entendo a diferença entre o que devia, o que queria, o que seria mais certo e melhor e o que, realmente, só por hoje eu posso. Estou já tentando lidar com meus limites/limitações com menos culpa, cobrança, desvalia... com mais Aceitação e Humildade de como sou e estou no momento. E tento, realmente e honestamente, estar atenta para não me acomodar e ser permissiva comigo mesma.

            Queria tanto ser mais! Mais “competente” para poder modificar todas as situações e as pessoas e sempre orientar, salvar... Mas já sei que não posso, que esses desejos são pura idealização e “delírios de poder”. E sei também que devo modificar minhas atitudes nas minhas relações e nas situações, na medida em que puder.  

            Nesse aprendizado, entendo também que não posso atender a todas as expectativas dos outros, mesmo dos mais queridos, mesmo as mais justas e necessárias. Preciso, então, abrir mão da onipotência, de querer ser perfeita ou supervalorizada pelo sacrifício de tentar ir além do que posso. Esse esforço contínuo, sem generosidade, sem desculpas, sem cuidado, sem atenção ou respeito comigo mesma, apenas serve à vaidade de parecer ou acreditar que sou mais e melhor.

            Não devo me exigir além do que posso. Não devo me cobrar ou aceitar cobranças, não devo tentar sempre justificar-me, comigo mesma e com os outros. Essa cobrança absurda pelo que, ainda, me é impossível, numa perseguição que ignora minhas fraquezas, inseguranças, fragilidades... não me faz uma pessoa melhor. Só consegue me tornar mais ansiosa, angustiada, fracassada, magoada, cansada...

            Preciso respeitar quem, ainda, sou – só por hoje!

            Preciso me aceitar e, com humildade e coragem , assumir:

 Só por hoje, é isso o que posso!

terça-feira, 3 de março de 2015

ACOLHIMENTO


            Acolher é demonstrar, com ação, o desejo de estar junto, seja em família, na escola, na empresa, na igreja... em qualquer grupo. Traz uma energia de festa, de festejar o encontro. Reconhece-se, cada vez mais, a importância do acolhimento para reforçar a alegria de estarmos juntos. É bom festejar...

            Mas acolher vai além do festejar o novo! É aceitar o outro em sua humanidade, em seu momento, em sua fragilidade, em sua procura... É transmitir-lhe força num abraço, enquanto ele descobre sua própria força... É sorrir, ter um olhar terno, um gesto gentil, uma palavra honesta... É dizer-lhe que “vale a pena”, que estamos juntos!

            O acolhimento não se faz somente na chegada, no primeiro encontro, no início da relação, mas é o alimento constante que fortalece e mantém viva a relação. Acolher todo dia, mesmo após a irritação com as diferenças... Acolher entendendo as diferenças e a necessidade de limites/respeito, que não darão espaço às irritações e ao desgaste. Acolher a pessoa, mesmo quando discordamos de opiniões e atitudes. Acolher é não julgar, não condenar, não abandonar.

            Acolher é não desistir do outro, é apostar na força da boa vontade e na força do coração para diluir crenças rígidas, raivas, ressentimentos, orgulhos, invejas... É abrir-se para conciliação e reconciliação, é manter abertura para boas possibilidades.   Em relações muito machucadas, esgarçadas, irritadas, irritantes... relações azedadas, amargas, sem doçura, sem alegria... relações que ainda se mantém apenas pela teimosia, quando negamo-nos ao outro, virando-lhe o rosto, negando-lhe acolhimento, desistindo da relação, abandonando-o na relação... Nessas situações  a única saída é investir no acolhimento.

            Parece mais fácil desistir do que investir, acolher...mas é muito mais pobre! Ao fecharmos nossos braços, nosso rosto, nosso coração, ao nos negarmos ao outro, qualquer outro, nós nos defendemos e nos resguardamos de dores, mas também dos amores! E sem amor, em qualquer nível de relação, nossa vida fica mais triste, muito fria... É hora de abrir meus braços, meu peito e meu sorriso para acolher as pessoas do meu mundo. Preciso ter coragem para acolhê-los de novo e a cada novo momento, como um dia os acolhi.

            Acolhimento não pode ser apenas formal, estudado, decorado, educado, frio... Precisa transmitir simpatia, calor, alegria em escolher estar junto, em apostar na saúde e na continuidade do encontro.

            E, como tudo começa em mim, preciso, antes de tudo, acolher a cada instante as dificuldades de ser quem sou, acolher minha humanidade ainda tão confusa e procurar ser gentil, generosa e paciente comigo. Aí então, acolhida e revigorada, estou pronta para acolher verdadeiramente as pessoas que a vida me traz.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

NOSTALGIA


          É o sentimento que nos invade, suavemente, quando nos entregamos às doces lembranças do passado. Mas esse sabor adocicado traz também um travo de amargor e tristeza pela consciência de que tudo aquilo se foi... mesmo as lembranças mais engraçadas e alegres!  Suas cores vivas vão adquirindo um tom sépia, vão se esmaecendo, se distanciando... A casa da infância, nossos pais, avós, tios... as brincadeiras e brigas com irmãos, primos, coleguinhas... as festas e festejos na infância e juventude... o início dos amores, o deslumbramento do amor... a inesquecível  chegada dos filhos...o viço e a força de nossos corpos jovens.... Lembranças dos tempos especiais, quando ainda tínhamos poucas perdas, quando o passado era mais leve, mais colorido, mais doce...

A nostalgia não nos desespera pela perda do que se foi. Ela apenas nos leva para o que foi bom no passado e lá pode nos aprisionar, “encantados”, numa neblina leve, algo lacrimosa, suavemente queixosa, de baixa energia, onde não cultuamos a vida e sim o que já não existe ...

            Sob a influência da nostalgia aquela cor sépia do passado parece se espalhar pelo presente, tirando-lhe força, graça e beleza. Se permanecer nesse estado, parece que a força e entusiasmo para a vida vão-se esvaindo, porque  “só no passado é que era bom”... A promessa gostosa das lembranças me leva a constantes fugas do presente, que pode ficar me parecendo sempre complicado, tedioso e sem brilho. Se essa influência se transformar numa opção em nossa vida, vamos nos tornando apáticos, meio letárgicos, só meio vivos...

            É muito bom ter lembranças doces em minha história. Elas certamente ajudaram a formar o melhor do que sou hoje. Forjaram minha força e meu estilo para viver. Elas fazem parte do meu passado, que honro, mas apenas eventualmente devo visitar. Eu não posso me deixar cativar e ficar refém da nostalgia...  A Vida requer entusiasmo, atenção e presença  para o que está acontecendo, para as possibilidades do Aqui/Agora.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

RESSENTIMENTO II


           É o que nos mantém congelados no tempo , em situações que classificamos de ruins e dolorosas, mas que nos negamos a deixar para trás e seguir adiante. Mantemos rigidamente a mente fechada, sem possibilidade de um “outro olhar” para esse passado, sem possibilidade de ressignificar essas situações, com o coração dolorosamente sentido, ofendido, trancado e transformado  num símbolo de nossas dores e de nosso orgulho ferido!

            A opção pelo ressentimento traduz um espanto magoado, quando nossas expectativas de valorização e afeto foram frustradas, ainda que fossem expectativas irreais e ideais. Idealizamos os objetivos que almejamos ou as pessoas que escolhemos, as que “possuímos” e que amamos. São objetos do nosso desejo, do nosso amor, das nossas expectativas. Acreditamos que são nossos e que não poderiam nos decepcionar! Nossas crenças equivocadas e nossa personalidade orgulhosa, mesmo quando sob uma máscara de humildade, nos levam a eternizar situações doídas, imperdoáveis, que remoemos pelos tempos afora, que retroalimentamos com lembranças plenas de mágoa, raiva, irritação, frustração, culpa, vergonha... Merece também atenção o ressentimento que carregamos contra nós mesmos por não termos sido o que esperavam de nós ou por tudo que queríamos ser e não fomos. Falhamos, nos culpamos e, ressentidos, não nos perdoamos.

            O Ressentimento, muitas vezes, se esconde de nós mesmos sob uma máscara de indiferença e superioridade, de racionalização dos sentimentos. Mas nesse coração fechado e equivocado se instala o azedume, a amargura, a frieza... o medo de perdoar, de tentar ou de amar e, novamente, se decepcionar!

            Esses sentimentos e ressentimentos detonam em nós comportamentos que lhe são coerentes. Passamos a nos relacionar exalando esse fel que abrigamos em nossos corações, tornamo-nos desconfiados, inseguros, defendidos, com direito de revidar ... E revidamos com ironias, ofensas, cobranças, lamúrias, manipulações, segredos, mentiras... ou com o abandono!  Acreditamos que a “culpa” de tudo é de quem nos ofendeu, nos mentiu, nos decepcionou, de quem não nos valorizou ou amou como merecíamos. Ou de nós mesmos, que fomos fracos, fracassados...

Enquanto pensarmos assim, seremos reféns da mágoa, da vergonha, da culpa e do ressentimento, quando, na verdade, tudo se originou em nosso orgulho e em nossas expectativas irreais e ideais.

Preciso rever minha história com um novo olhar e ser mais real em minhas expectativas sobre os desejos e possibilidades, de mim e das pessoas.  Preciso ir descobrindo ressentimentos escondidos de mim, que me aprisionam em eterna negação. Preciso, então, compartilhá-los, deixá-los ir saindo, perdendo a força e o poder de tanto me machucarem. Preciso aceitar o exato tamanho de quem fui e de como foram os outros, para me libertar. Preciso ser paciente, perseverante e humilde para poder me transformar e libertar... Afinal, as vítimas, os ressentidos – jamais se recuperam!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL


           Temos pouca consciência de nós mesmos. Usamos nosso corpo físico de modo pouco responsável e inconsciente, até que ele se ressinta, adoeça, enfraqueça... e doa! Pensamos e reagimos  de forma quase automática, da forma que nos ensinaram a acreditar, pensar e fazer. Queremos ter consciência dos outros, como são e porque agem, mas passamos pela vida inconscientes de nossos próprios porquês! Funcionamos acorrentados às necessidades básicas - físicas, psicológicas, intelectuais, afetivas... Funcionamos atados, quase que somente, ao nosso corpo e ao nosso ego, mas sem entendermos realmente, com pouca consciência, de como funcionamos, do que nos prende e nos impede de, finalmente, alçar voos maiores...

No entanto, possuímos uma outra dimensão, da qual somos ainda mais inconscientes, mas que pode nos possibilitar o resgate das outras, que pode nos tornar senhores amorosos e libertadores de nós mesmos – a nossa Consciência Espiritual!

A consciência espiritual é a que emana de nossa dimensão superior, a Dimensão Amorosa. Ela nos leva a sermos observadores silenciosos, serenos, verdadeiros, imparciais e...amorosos, de nós mesmos -  de nossas atitudes, de nossas emoções, de nossos próprios pensamentos, de nosso ego.

Essa consciência é base, está na Origem de Mim. Sempre esteve comigo, mas eu mal a sentia. Talvez apenas “pré/sentisse”. Às vezes, ela se revelava como “aquela vozinha” que me incomodava quando estava dominada pelas querelas do “ego egoísta”. Eu quase não a ouvia/percebia porque meu ego, que “tudo sabe”, orgulhoso/arrogante, brigão, revidando sempre, gritava em mim tão alto, que eu me entregava, me justificava e brigava...

Eu ouvia  falar dessa consciência espiritual!  E eu quis entendê-la racionalmente! Não consegui. Parecia-me uma difícil abstração, até que pude senti-la, percebê-la atuando, serena, advogando o Amor, em mim e nas minhas relações.

            Essa Consciência Interior/Superior/Espiritual me traz para mim mesma. Ela me torna presente, ela é a Presença que pode me dar uma nova orientação. É uma maravilhosa voz silenciosa, suave, paciente, justa e honesta, que murmura em mim e para mim, chamando –me para um  viver mais amoroso.  Essa consciência possui valores que independem do tempo/espaço, das culturas, das religiões, das razões do ego. Essa voz imparcial e generosa me chama para a Justiça, à Firmeza, à Verdade... Ela me convoca suavemente à reconciliação, à compreensão, ao perdão... Ela também me leva ao reconhecimento dos meus erros, ao arrependimento, à mudança.

Hoje, mais atenta, começo a percebê-la de modo mais constante em meus dias. Ela tem me ensinado a reconhecer as “gritarias” do meu ego, mas sem brigar com ele! Ela me leva a conversar com ele, paciente, firme e amorosa, desarmando-o, educando-o e, espero, aos poucos, transformando-o.

A Consciência Espiritual é a suave voz de Deus em mim!

“ A alegria do Ser é a alegria de estar consciente!” Eckhart  Tolle       “O silêncio é a linguagem de Deus, tudo o mais é tradução malfeita!” Eckhar Tolle 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

CULPA NO LUTO


         O luto sobrevém às perdas e é sempre tempo de confusão, desamparo e Dor.  “Perdemos” o que nos era amado e básico ou, ao menos, o que era conhecido e nos parecia muito importante...  Coisas, posições, expectativas, ilusões, pessoas/amores... Formavam o nosso mundo, bom ou mau.  Eram o nosso mundo.

          Precisamos de um tempo para buscar um novo equilíbrio, para podermos “digerir” a perda do que se foi, para “viver” essa dor. Dói tanto digerir as perdas! Mas, como se não fosse bastante, nosso ego inconformado, duro, insensível, nos cobra punitivamente. Ele nos enche de culpa por não termos sido perfeitos em nossas relações, principalmente as mais especiais. Ele nos culpa por termos permitido a vida prosseguir, levando nossos amores mais queridos, transformando tudo/todos em passado...

          É preciso atenção, cuidado e generosidade conosco mesmos nesses momentos de luto, de fragilidade emocional, para não sermos presas fáceis da culpa, tão enraizada em nós pela família, pela religião, pela cultura...pelo absurdo da crença na perfeição e da crença em nosso poder sobre as pessoas e seus destinos. De forma cruel, nos açoitamos e torturamos com pensamentos recorrentes trazidos pela culpa:  Por que falhei? Por que não fui diferente, por que não fui mais e melhor? Por que não cuidei mais, com mais gentileza e ternura? Por que não ouvi mais, com mais atenção e respeito? Por que não “enxerguei” mais, com mais sensibilidade? Por que não sorri mais, curti mais? Por que não amei ainda mais?  Como posso, agora, comer, sorrir, desfrutar prazeres... Como ter direito de viver e pensar em ser feliz?

            O luto então, e também, serve para atravessarmos a agonia desses questionamentos maldosos e absurdos, dessa culpa que aprendemos a nos impor.  Mas quaisquer travessias, mesmo as mais difíceis, têm um tempo para acabar. Não podemos ficar remoendo a culpa, tentando através dela manter o passado vivo. Querendo apagar o que fomos, ou o que não pudemos ser... Numa tentativa insana de reescrever a história, transformamos e eternizamos a dor em sofrimento, castigo e punição!

            O passado não volta! A perfeição, ainda, nos é impossível!  Forjamos nosso destino através de nossas escolhas e de como conseguimos vivê-las, nós e os outros. Fomos o que pudemos ser no passado.   Hoje, no presente, preciso ir transformando as culpas pelos meus erros( os reais e reconhecidos), em tristeza, em arrependimento e na responsabilidade em estar mais atenta para tentar fazer diferente, para mudar.

            A tristeza pelas perdas e a dor por nossas falhas nos acompanharão sempre. Elas estão impressas em nós e sempre que acionamos o gatilho das lembranças, sempre que voltamos a evocar esse passado, elas se fazem gritantemente presentes.  Mas, quanto menos o evocarmos, mais esmaecidas elas ficarão pelo processo de aceitação da vida com seus novos desafios, pela humilde compreensão de nossa humanidade e pelo perdão a nós mesmos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

ROTINAS


         As rotinas, mesmo tão mal faladas, nos oferecem “zonas de conforto”. Elas nos oferecem uma sensação de previsibilidade, trazem uma ilusória, mas confortável, sensação de segurança.  E, na busca contínua de conforto e segurança, tendemos a criar e nos acomodar às rotinas em nossas vidas, individuais e de relação.  Culpamos o tempo, o trabalho, as necessidades afetivas, físicas e financeiras, os sistemas, os outros... Tudo é desculpa para estabelecermos nossas rotinas, desde o despertar até ao dormir, passando por eventuais momentos fora do usual que, mesmo assim, tentamos vivê-los criando novas e especiais rotinas. Aonde, com quem, de que modo, como... Situações novas, mesmo quando nos excitam, nos metem medo!

Tentamos transformar nossas relações mais queridas em doces rotinas, mas mesmo quando já azedaram ou amargaram, ainda assim, temos dificuldade de abandonar ou desistir da “segurança” dessas rotinas.  De modo ideal, queríamos manter nossos mundinhos rotineiros e previsíveis e nós, dormindo (em sonhos ou pesadelos) ou em “stand by” como tristes mortos/vivos.

Mas a vida não deixa! Estamos vivos para viver! Ela nos sacode (docemente ou não), ela nos empurra para acordarmos.  E tudo muda, se desarruma, nos desacomoda... Envelhecemos, nossos amigos (e até os inimigos!) também, novas pessoas chegam e outras se vão... Nossos amores mais queridos crescem, criam suas próprias rotinas, separadas das nossas... É tão doído sentir que já não fazemos parte do seu dia a dia! Agora somos visitas, intromissões, mesmo que queridas, em suas rotinas... 
 
Algumas vezes nos apaixonamos  por pessoas, por ideias, por atividades que nos fazem “perder a cabeça”, abandonarmos a segurança de nossas rotinas, e então ousamos viver o novo, o diferente! Sentimos medo, mas somos empurrados pela força de nossa paixão. Contudo, logo nos vemos estabelecendo rotinas no que era novo. Queremos ser livres, mas temos tanto medo! É tão desconfortável!  

            As rotinas nos tiram um pouco da alma, nos robotizam. É importante estarmos atentos: Até que ponto cada momento do meu dia e das minhas relações são dirigidos pelo automatismo das rotinas? Estou pensando/escolhendo, sentindo e fazendo “tudo sempre igual”?  Preciso libertar-me! Esta é uma luta perdida  com a impermanência na vida, com a mudança constante de tudo e todos!