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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

VOU CHORAR ... DESCULPE, MAS EU VOU CHORAR!



        Momentos existem em que tudo toma uma intensidade maior em nossas emoções. Ficamos mais sensíveis e emotivos. Alegrias e tristezas nos abafam, tomam uma dimensão que foge ao nosso controle...
        ... A Alegria simplesmente de estar ou falar com as pessoas que mais amamos... Datas festivas em família, onde e quando cada presença e cada ausência têm um peso maior, onde cada um tem um tamanho especial em nossa emoção; lembranças que nos atropelam, boas e doces lembranças... outras, tão dolorosas! Os cuidados e atenções que recebemos daqueles que tanto amamos nos enchem de alegria e gratidão, mas transbordam e nos abafam o coração! O Medo das separações, as certas e as incertas. Filhos e netos que cresceram e se vão... Doenças que nos ameaçam e aos nossos apegos, que ameaçam o fim de nosso convívio. Etapas da vida que se anunciam como fim de ciclos... Testemunhar a alegria solta das crianças, a “arrogância” boba dos jovens, as desilusões dos adultos, o cansaço dos idosos... Nesses momentos, tudo nos acomete de roldão, nos embaraça, nos embaralha, nos confunde...
          São momentos de exagerada emoção, que já não controlamos, que transbordam de nossos olhos, que embargam nossa voz... Quisera, ainda conseguir sempre ser forte, segurar as lágrimas, distrair os pensamentos, racionalizar, pensar nos ganhos da vida, avançar, sorrir...  Quisera sempre sorrir e encorajar! Quisera não entristecer os outros com minhas lágrimas!
         Mas, nesse momento, não dá! Vou chorar! Desculpe, mas eu vou chorar! Se der, vou disfarçar, enxugar os olhos, me retirar e esconder toda essa emoção “inconveniente”. Não quero incomodar, mas preciso me aceitar e a todo esse excesso de emoção, nesse instante! São momentos de pura fragilidade e preciso desabafar, me acarinhar, me consolar...   Talvez, afinal, toda essa fragilidade ocasional permita ser vista, sentida e entendida como uma pessoa simplesmente humana e que muito os ama!


terça-feira, 31 de dezembro de 2019

PRIMEIRO AS PRIMEIRAS COISAS II


           Existem momentos difíceis em nossa vida, quando a confusão se instala em nossa mente e coração. Tudo parece errado! Temos a sensação que precisamos tudo consertar! A confusão embaralha nossos pensamentos, nossas emoções, desgasta nosso físico com comportamentos desordenados e infrutíferos... Perdemos muita energia nessa luta contínua em tantas frentes...  Ficamos cansados e com um profundo sentimento de incompetência, de frustração, de fracasso...   Precisamos fazer alguma coisa, mas por onde começar?

            O lema “Primeiro as Primeiras Coisas” traz um chamado para nos organizarmos, para sairmos desse caos interno. “Calma”! “Pense”! Embora selecione o que parece mais importante, o mais premente dentre as muitas questões à minha volta que requerem escolhas e atitudes, que me oprimem em busca de soluções, o mais importante e primeiro a ser feito é O QUE POSSO, nesse momento.  Preciso trazer o foco de minha atenção para mim mesma! O QUE POSSO? A atenção, o cuidado e o respeito às minhas possibilidades já me liberta de imposições absurdas geradas à minha mente por crenças, desejos, cobranças, internas (ou não). Não posso “salvar” ninguém! O reconhecimento de minha impotência perante o Outro ou perante algumas questões da vida que se me apresentam, já me acalma (mesmo doendo) e libera força e tranquilidade para pensar e selecionar as outras possíveis prioridades.
           Entender que a Primeira coisa a ser vista e analisada sou eu mesma, a Aceitação do que Posso, ou não, me leva à humildade do meu tamanho nesse momento, me leva a abrir mão da prepotência do controle de tudo e todos e da pretensão de acreditar que sei sempre o que é melhor. Tranquilizada e fortalecida posso ter uma ação mais firme e assertiva.
           Primeiro as primeiras coisas é um lembrete que nos chama para parar, analisar, buscar um Ordem interior, relaxar e sair da confusão.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

SIMPLICIDADE




         Seja simples! Não complique! Não se perca em sonhos grandiosos e “para sempre”!  Não esteja sempre procurando falhas “imperdoáveis”! Não fuja de sua humanidade e da humanidade dos outros! Não busque soluções e pessoas perfeitas, trabalhos impecáveis! Não sofra para conseguir coisas, festas, viagens, roupas, saberes... para serem perfeitos e invejados! Mantenha-se Simples!
         Nos excessos perdemos a inicial finalidade de tudo. O que poderia ser o desfrute de alegrias, beleza, encontros, amores, sabedoria, crescimento... torna-se uma agonia constante para acrescentarmos mais e mais “necessidades” e detalhes em busca das soluções e pessoas perfeitas.
         Seja Simples! Mantenha-se Simples! Mantenha simples seu dia a dia! Respeite suas posses e possibilidades no momento! Não se atropele nem atropele os outros exigindo detalhes supérfluos para acompanhar a “onda, para ser “mais”, para ser aceito!
         Somos apenas pessoas, viajantes, que perdem seu rumo, distraídos por um mundo onde tudo exige que busquemos e sejamos “hiper”, “super”;  onde nos perdemos na busca de supérfluos e modismos, distorcendo nossa personalidade e o sentido de nossas próprias vidas.
        Mantenha-se Simples! Seja apenas quem você é! É tão gostoso,  elegante e libertador! A Simplicidade, transparecendo em nossa humildade e serenidade, é a assinatura do Divino em nós e em tudo!