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sábado, 25 de dezembro de 2021

SEGUINDO A LUZ

 


A tradição nos conta que antigos sábios foram intuídos a buscar uma estrela que os levaria ao advento de um Enviado de Deus com algo muito importante para a Ser Humano – uma Luz de Amor!  Ele veio nos revelar que o caminho para a plenitude humana se faz através de vivenciar em nós mesmos (como Ele) essa Luz .

O Mundo era, como hoje ainda é em tantos aspectos, primitivo, agressivo, corrupto, injusto, falso, mentiroso, egoísta... mas o doce Senhor da Luz jamais lutou contra  todo esse mal, embora tenha sido sempre Firme em suas convicções, assertivo, verdadeiro...     Nada deixou escrito, mas sua vida foi uma cartilha simples do caminho a seguir! 

O Natal parece chamar a Atenção disto para nós todos! A cada dia, a cada desafio, em casa, na família, no mundo, não lute contra, não seja do contra, não se perca nas lutas contra as trevas, não se contamine de ódio torcendo contra...  Não se preocupe ou desespere porque a Luz afasta qualquer escuridão. Seja honesto e firme, sem rancor, sem raiva, sem desprezo sem soberba, sem vaidade ou arrogância...Apenas verdadeiro, porque a Verdade vos libertará!

É Natal! Tempo de relembrar sua incrível e doce revelação! Busque sempre e valorize o Bem!. Seja generoso e solidário, seja justo, positivo, leve e  simples... Apenas siga o rastro de Sua Luz!


sábado, 18 de dezembro de 2021

O QUE SE TEM PARA HOJE

 


            Idealizamos o que desejamos para nós, para nossas relações, para o Mundo, para a Vida... Mas Idealizações nada têm a ver com a Realidade! Então, quando os fatos se apresentam diferentes dos sonhos, reclamamos, nos magoamos, nos ressentimos, cobramos uns dos outros, da Vida, de Deus. Mas não adianta chorar, espernear, “emburrar”! Com isso, apenas ficamos cegos e perdemos a oportunidade de ver e saborear o que nos está sendo oferecido!

            Nossas relações são como uma banca de trocas. O que o Outro me oferece? Quem ele é? Qual sua história, suas dores, sua força, suas agonias escondidas... E sua generosidade, suas qualidades, muitas vezes também escondidas?  O que tem, realmente, para me oferecer?  E eu, com minha história e características, o que tenho a oferecer? O desejo de todos é ser feliz, mas o que, realmente, podemos oferecer uns aos outros?  Não funcionam as reclamações por “propaganda enganosa”, pela perda de ilusões e expectativas ideais, nem pelos enganos e mentiras... Reclamações, lamúrias e cobranças apenas geram agressividade, muita mágoa, desgaste, cansaço, infelicidade....

             Afinal, se quero ser feliz, preciso parar de brigar com as pessoas da minha vida e com as consequências de minhas escolhas. É reconhecer: O que tenho, o que posso, o que o outro tem e pode oferecer! A cada dia, a cada momento, quando me irritar ou exasperar, preciso me perguntar:  Nessa relação, O que se tem para hoje? O que queremos, o que podemos?  É Pegar, com paciência, boa vontade, aceitação, olhando com justiça o Outro, buscando trazer alegria e carinho para minha vida e para minhas relações... ou Largar, abandonar tudo, as possibilidades boas da relação, de crescer nos desafios,  e então continuar a vagar chorosa e perdida atrás de novas ilusões.

              A cada dia, preciso “botar o pé no chão”, na Realidade, nas circunstâncias do momento - amores, dores, sucesso, fracassos, perdas e ganhos... e ver o que a Vida me oferece - Hoje. É como um banquete com pratos de todo tipo, nos dando oportunidades reais de escolher, criar, saborear, aprender, compartilhar, servir... Preciso sacudir fantasias e gritarias e, com coragem e boa vontade, me perguntar: O que se tem para hoje?




sábado, 11 de dezembro de 2021

P O D E R

 


          Poder, Potência, Superpotência, Impotência...

         Somos ínfimas centelhas de um Poder Superior de Puro Amor e, talvez por isso, somos tão fascinados pelo Poder.  Contudo, tão primários ainda somos, que só sabemos percebê-lo e usá-lo, através de nosso ego.

         É um poder materialista! Obcecados, buscamos senti-lo e saboreá-lo no Mundo, através do Sucesso, que nos fascina e traz aplauso; da riqueza e do status, que nos valorizam; da força que subjuga... Buscamos exercê-lo em família, nas igrejas, no trabalho, nas sociedades... Queremos sempre mais poder!  Na luta por empoderamento se massacra os fracos, os simples, os submissos, os injustiçados...    É uma luta constante para demonstrar nossa potência e até nossa “superpotência”, nossos super poderes, que parecem gritar ao mundo “Ei, eu existo”  ou “Sou mais e melhor “Eu mando, você obedece!” “Eu Posso!”

Cuidado ao lidar com o poder através do ego! Ele se justifica nas “crenças”, no abuso, no egoísmo e nos torna soberbos, vaidosos, arrogantes, insolentes, esnobes, prepotentes...mesmo nas nossas relações mais próximas e queridas.  Mas, a Vida num processo que busca nosso equilíbrio, humildade e crescimento, acaba por nos confrontar com nossa Impotência ante situações de perdas irreversíveis, materiais, afetivas, morais...

Nosso ego vai aprendendo então que nosso poder maior é para ser exercido conosco mesmos. Aos Outros, podemos dominar, subjugar seus corpos e seus caminhos, mas não temos o poder de realmente modificar seu pensar seu sentir, suas escolhas. Podemos, pela força, dirigir sua vida, mas não podemos impedir sua morte, suas dores, suas perdas...

Esse confronto com nossa impotência ante o mundo e o Outro, vai abatendo o poder de nosso ego, ainda que com muitas lutas, raivas, “inconformações”, teimosias, dores, humilhações... Vamos aprendendo a nos conectar com um outro Poder, Superior, Espiritual, que nos fortalece, nos consola, nos ampara, tanto nas alegrias quanto nas dolorosas causas, apontando sempre caminhos mais justos e respeitosos para nós mesmos e para nossa vida de relação com o mundo.


sábado, 4 de dezembro de 2021

ATITUDES


    

         As atitudes que tomamos derivam de nossas escolhas, conscientes ou não! As escolhas são feitas sob a pressão de nossas crenças familiares e culturais, que influenciam pensamentos, sentimentos, desejos... e por nossas características individuais: orgulho, vaidade, ira, egoísmo, ousadia, medo... ou generosidade, tolerância, compaixão, senso de justiça...

         Como vivemos em grupos, pertencemos a grupos, familiares ou não, próximos ou distantes, esse pertencimento nos faz influenciar uns aos outros pelo que somos, dizemos ou pelas atitudes que tomamos. Somos movidos por todos esses fatores!   Na maioria das vezes, somos inconscientes disso e preferimos só analisar e julgar as atitudes alheias!

          Acredito ser mais importante, hoje, nesse processo de auto descoberta, pensar nas razões que me levam/levaram a tomar uma determinada atitude. Foi medo, covardia, arrogância, egoísmo, paixão, insensibilidade, inconsciência das possíveis consequências para os outros ,...?

         Uma atitude tomada é como “uma pedrinha jogada num lago”. Parece simples, mas as “marolas” que vão se formando à nossa volta não param de crescer! Agressividade, morte, abandono, separação, rejeição, traição... vão tendo desdobramentos em todos à nossa volta! Também atitudes de amor, carinho, honestidade... podem marcar fortemente pessoas, relações e destinos.

         Não podemos saber realmente quais os desdobramentos, em nossa vida e nas dos outros, das nossas atitudes. São muitos fatores individuais e sociais, mas podemos, ao analisar nosso passado/relações, passar a ter um cuidado maior com nossas escolhas, evitando atitudes intempestivas em momentos de fortes emoções, ou para atender motivos egoístas, ignorando a onda de dor e confusão que trarão aos outros, queridos ou não. As dores que elas causam, principalmente em quem amamos, poder ser racionalizadas e perdoadas, mas jamais esquecidas!

          Temos uma responsabilidade mútua em nossa vida social. Embora só possamos  modificar a nós mesmos e às nossas atitudes, precisamos sim, ter um cuidado amoroso com elas!

sábado, 27 de novembro de 2021

O QUE NOS SEPARA

         Eu não sabia, mas o que nos uniu foram nossas carências, nossas fantasias românticas, nossas necessidades projetadas um no outro e satisfeitas com as qualidades que, um e outro, aparentavam possuir. Seduzíamos e nos deixávamos seduzir no jogo gostoso do “amor”.

Apaixonámo-nos por fantasias, aparências, carências, ilusões... e ficamos zangados, frustrados e ressentidos quando tudo ficou diferente. Tudo e todos estavam mudados! Mas como só temos olhos para o outro, é nele que buscávamos o culpado!

Tão unidos estávamos pelo “amor” que não enxergávamos o óbvio -Éramos diferentes! Viemos de famílias diferentes, com crenças e valores de todo tipo, também diferentes. Tínhamos histórias e ambições diferentes... Precisávamos de espaço (respeito) para sermos o que realmente éramos ou o que queríamos ser como indivíduos, mas nossas crenças românticas nos impunham um amor apegado e sufocante...

Nossa comunicação, filha dessa crença e desse amor egóico, de luta, disputa e submissão, ficou, com o tempo, a serviço da “guerra”: controle, cobranças constantes, críticas maldosas, mentiras, manipulações, silêncios de abandono e punição, traições... A relação tornou se um campo árido, cheio de espinhos, onde todos se defendiam, se atacavam e “davam o troco”, com agressividade ou venenosa sutileza... E tudo isso nos separando...

É muito doloroso! Onde foi que nos perdemos? Como foi? Talvez precisemos mudar o foco de nossa atenção e olhar para o nosso próprio papel nessa agonia. Afinal, só podemos mudar a nós mesmos! Olharmo-nos como duas pessoas diferentes, que talvez ainda queiram se amar!

Preciso começar a enfrentar meus medos antigos, a experimentar a humildade abrindo mão aos poucos de meu orgulho e vaidade, que escondem inseguranças mútuas;  ter um olhar mais imparcial, verdadeiro, amoroso e tolerante... Preciso aprender a me comunicar com verdade, sem jogos e mentiras, dizendo quem sou e onde/como estou, sem cobranças, se quiser estar aberta a um bom encontro!

Quero mudar e não sei se o outro está pronto para isso, se deseja isso! Mas quero fazer a minha parte, porque viver essa relação adoecida entre egos, não mais me completa. Quero aprender a Amar com Generosidade, Parceria, Respeito e Alegria   Afinal, como já disse alguém, nascemos para aprender a Amar! 


sábado, 20 de novembro de 2021

PACIÊNCIA COMIGO

 


         Quando amadureci um pouco, entendi a necessidade de ter Paciência com os outros e com as situações que me desafiavam. Eu pensava na Paciência com o foco externo, no mundo. Eu observava, analisava, o que era certo e necessário para uma convivência sadia e até amorosa, mas, na verdade, descobri que eu teorizava a Paciência, porque não a vivenciava comigo mesma.

         Queria crescer, me libertar de pensamentos, sentimentos e atitudes que descobri não serem bons, certos ou aceitáveis... Entendi que precisava aceitar pessoas e os fatos que eu não podia modificar... E comecei uma luta com meu ego teimoso, porque, se eu já sabia e queria ser diferente, como ainda não conseguia?

         Sem perceber, quando falhava, eu não aceitava o que ainda não conseguia modificar em mim. Sentia vergonha, culpa, humilhação, queria disfarçar e dar desculpas a mim mesma, ao meu orgulho e vaidade de pessoa que buscava ser “melhor”. Mas meu desejo, minha ansiedade, minhas expectativas, se sobrepunham, muitas vezes, às minhas possibilidades do momento.  Ficava irritada, impaciente comigo e a impaciência é não aceitação! Ela traz a raiva, a frustração, desgasta, corrói nossa energia e, logo ela vai atingir todos e tudo à nossa volta.  

         Mais uma vez vou descobrindo que Primeiro Eu! Preciso vivenciar em mim a Paciência para depois conseguir ser efetivamente paciente na vida, com a vida, com os outros.

         Como nos lembra Paulo de Tarso, “O Amor é Paciente e é Bom!” E ele precisa começar em mim. O Amor aceita o momento e o tempo de cada um de nós, e de mim mesma! Ele nos pede compreensão, compaixão, tolerância, generosidade... a cada tropeço que ainda tenho, a cada cilada dos meus instintos, dos meus medos, na minha busca de prazer, de poder... Como é difícil ir resistindo, educando e superando a força de meus instintos e do meu ego!

         A Paciência amorosa, calma, lúcida, perseverante, nos favorece serenidade nas atitudes firmes, nos limites que buscamos para nós mesmos e em nossas relações. Só a Paciência fortalecida pela fé amorosa em Deus nos faz manter viva a Esperança de dias melhores.


sábado, 13 de novembro de 2021

UM MOMENTO DE CADA VEZ

 


Nossos pensamentos nos conduzem... Fomos condicionados a lembrar o que passou e nos preparar para o futuro. Nosso foco estava no antes e no adiante e... sempre acelerando, relegando o Agora, o Momento!

Por isso, nossos momentos foram, cada vez mais corridos, atropelando-se uns aos outros, desapercebidos, fugidos, perdidos em nossa Vida... Passavam, e nem notávamos! Nossa atenção/pensamento já estava sempre adiante...

Quanto mais tarefas, projetos, distrações, ocupações, fomos arranjando ao longo do tempo, mais tempo gastávamos, e a correria aumentava... Éramos empurrados por desejos mundanos, pelo amor à família, pela competição eterna em busca de valorização... As necessidades de nosso ego eram uma realidade nos fazendo correr e correr... Tornamo-nos imediatistas! Esperar um ano, um mês, até um dia, uma hora, era uma agonia...Nossas crianças afirmam: Eu quero, agora! Não sabemos esperar porque fomos adestrados a correr.

Nosso pensamento está sempre, apressado, adiante, no futuro. Quando olhamos para atrás, vemos, assustados,  quanto do que era bom se passou e mal sentimos ou percebemos...Os filhos cresceram, os pais se foram, a juventude correu, os triunfos chegaram e passaram, o “que era bom se acabou” e nós tão pouco saboreamos...

Hoje, cansados, confusos e frustrados, querendo acertar nosso pensar/sentir/caminhar e reorganizar nossa vida, ouvimos que é “um dia de cada vez”...  Entendemos, mas acredito que depois de tanto correr com o mundo e do mundo, preciso aprender a superar os desafios e a saborear o que é bom, o que posso “um momento de cada vez”. Preciso focar em mim, no momento, qualquer momento do dia. Observar, atentar (o que vejo, penso, o que faço), o que sinto (dor ou alegria), meus sentimentos... Preciso sentir meu corpo (relaxado ou tenso), saciado, faminto, deliciado... Focar no mundo à minha volta, naquele instante!    E então, ouvir, me revelar, amar, sentir as pessoas, a natureza ...

 Viver assim, realmente, intensamente, inteiramente...  um momento de cada vez me faz estar Vivo, senhor de mim e do meu tempo. O que preciso? Firmeza, Determinação, Paciência, Paciência, Paciência...