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sábado, 25 de janeiro de 2025

MINHA PSICOSFERA

 


Como estou? Meu Corpo Físico respira na Atmosfera onde vivo. Hoje, já é uma atmosfera pesada, poluída pelos excessos das obras, das queimadas, de gazes estranhos, aos quais meu organismo vai tentando se adaptar...

Mas, há também minha dimensão psíquica ,que tenta se adequar aos desafios constantes de meus momentos. É uma dimensão complexa onde coexistem meus medos, minhas crenças mais antigas e ensinadas e as mais recentes trazidas por novas experiências. Ali residem meus Pensamentos, sempre atrelados às minhas Emoções. Ali estão gravados sonhos, decepções, ousadias, vitórias, alegrias... e as dores das perdas, em meu “corpo de dor”. Juntos eles formam nossa Psicosfera e comandam, carregam, direcionam nossa vida, trazem luz ou escuridão à nossos momentos.

Nosso Livre Arbítrio, nossa auto responsabilidade reside na atenção e cuidado com nossa Psicosfera, Ficamos aprisionados em eternas recordações de um passado que não volta, que já cumpriu sua parte em nossa história ou na angústia de um futuro não temos o poder de saber ?

        Nosso poder de Seres Sagrados está na escolha dos Pensamentos com que nutrimos essa dimensão. Nosso poder está nos pensamentos com que atualizamos nossas crenças, nosso saber, nosso crescimento pelas experiências, na escolha dos sentimentos que nos tornam mais felizes, no modo como encaramos cada novo desafio.

Imersos nessa “esfera” de nosso psiquismo, temos uma percepção diferenciada de fatos e pessoas e agimos, interagimos ou reagimos no mundo.

Fica a reflexão: Como estou? Onde escolho viver?  Como está a Psicosfera que mantenho para mim? É leve ou pesada? É revoltada, crítica, magoada... ou , com humildade e paciência, busco torná-la mais amorosa e feliz?


terça-feira, 24 de dezembro de 2024

AINDA É TEMPO !!!

 


Para descobrir algumas máscaras que me enganaram ( e aos outros). Máscaras que fingiam poder e força para esconder o medo de ser menos do que meus sonhos e ilusões, menos que os sonhos e ilusões daqueles que eu queria e amava...   Máscaras que tantas vezes fingiram indiferença para esconder o medo do abandono, de “passar vergonha”, de ser rejeitada; máscaras para esconder as carências de amor e valorização, para esconder as tristezas...e até o desespero!

Foram máscaras que enganaram até a mim mesma, que não me permitiam “ver” quem eu era, o que eu sentia, distorcendo meus pensamentos e atitudes...

Máscaras que distorciam minha realidade, minhas relações, mantendo vivas as inseguranças. Máscaras que me mantinham aprisionada a uma história criada, que me cansava, me oprimia...sem me permitir ser mais espontânea e livre.

Ainda é tempo! Os desafios da vida, o tempo que não corre em vão, foram desbotando essas máscaras, tornando-as mais frágeis e nós mais fortes e sábios, dando-nos coragem para “ver” o que antes tanto queríamos esconder.

A ânsia de liberdade, de verdade, nos dá um propósito para resgatar o tempo perdido em nossas relações mais queridas.

Estamos descobrindo quem somos em nossa própria história, perdoando nossos medos e escolhas erradas...

Como encontrar forças para irmos nos revelando? Precisamos curtir nossa auto aceitação e  auto carinho, forjando nosso auto respeito e nossa auto confiança. É isso que irá alimentar nossa Coragem para Mudar.  Acredite, AINDA É TEMPO!


quarta-feira, 20 de novembro de 2024

FACILITAR OU AJUDAR ?

 


Muitas vezes usamos os termos como sinônimos, mas,  na verdade, em nossas relações,  têm significado bem diferentes.  

Facilitar, como o nome diz, é tornar uma tarefa ou um desafio mais fácil para o Outro. Acontece que aprendemos, crescemos, nos fortalecemos, adquirimos auto confiança... no enfrentamento dos desafios, pequenos ou grandes, que a vida nos traz. Quando interferimos nesse processo dos outros, estamos atrapalhando, desqualificando-os, “dizendo-lhes” que sozinhos não conseguem...  Criamos dependência, preguiça, acostumando-os a buscarem sempre a “zona de conforto”...

Em nossas relações mais próximas tendemos a ser grandes facilitadores! Temos a crença distorcida que, por amor, podemos e devemos invadir a vida do Outro, dar a nossa orientação aos seus pedidos de socorro, resolver seus problemas, facilitar...

No afã “amar”, por medo de sofrer com suas dores e consequências de suas escolhas, querendo  ser amado e valorizado em meus “cuidados”, não percebo o quanto curto exercer meu poder, meu controle sobre o Outro, roubando-lhe o poder sobre sua própria vida. Quanto mais insisto nessa relação de laços doentios, de manipulação e jogos de culpas e sacrifícios, mais o fragilizo e nos escravizamos. Tornamo-nos codependentes na vida, meias pessoas – um aleijada/uma muleta.

Atenção! Estabelecemos essa distorção em nossas relações desde a infância! Uma facilitação precisa ser eventuall, só uma gesto de carinho e brincadeira!

Ajudar é completamente diferente, porque está  ligado ao Respeito ao Outro. Ajudar não invade! Espera um pedido e uma permissão para servir. Ajudar sempre incentivando o Outro a persistir, garantindo-lhe seus progressos...  Quando solicitado, compartilharmos nossas dificuldades humanas, trocarmos ideias, com igualdade...

Quando distantes, reconhecendo a necessidade maior de uma pessoa ou de um grupo, ajudar  é fazer uma escolha em participar, materialmente ou não, por  compaixão, justiça, generosidade e solidariedade.


quinta-feira, 7 de novembro de 2024

ESTAMOS NA ESCOLA !!!

 


É uma escola muito antiga, perdida no tempo... Estamos em aula e, quando aqui chegamos, as aulas já haviam começado havia muito tempo... Havia turmas com vários níveis de adiantamento. Uns, muito evoluídos, amorosos e aplicados... Outros, mais atrasados, preguiçosos, que só queriam brincar, merendar, ser felizes num eterno recreio... Outros, críticos, azedos, que muitas vezes formavam grupos agressivos para hostilizar e dominar uns aos outros. E outros., muitos outros..  Nossa escola tornou-se uma zona de lutas, competições, comparações e disputas do ego de  cada um.  É uma escola difícil, mas necessária ao aprendizado diferenciado de cada um.

Aqui chegando, fomos estregues a pessoas que a sabedoria de um Poder Maior achou importantes para nosso aprendizado, acolhimento, orientação. Essa família, já desafiadora na diversidade de seus membros, passou suas crenças, seus valores, e passa a ser nosso seguro, nossa raiz.

Aqui, nessa escola, estamos caminhando, sendo desafiados sempre por novos problemas e instigados a crescer. Somos Centelhas de uma Luz Maior ainda muito encobertas pela fuligem do mundo. Somos filhos ainda confusos e perdidos em busca da Casa do Pai.  Muitos de nós ainda não temos sequer noção do que somos, onde estamos e para onde caminhamos.

Mas, esse Poder Maior de Puro Amor, pacientemente, nos aguarda ir acordando, mesmo àqueles mais atrasados. Ele envia irmãos muito mais adiantados como Mensageiros para mostrar o caminho àqueles desatentos e rixentos, que têm dificuldade de aproveitar suas lições e modelo... Esperamos mágicas e milagres sem atentar que nós é que temos de fazer a nossa parte!

Para irmos “passando de ano” precisamos abandonar as “lutas contra” do ego e começar a vivenciar, a cada momento, os valores amorosos que nos fazem mais responsáveis por nós mesmos, mais livres e felizes. A  Escola é para isso! Para nos ensinar a acolher sem julgar, a compartilhar e não disputar, a sermos verdadeiros e firmes, a irmos deixando nossas máscaras...

         Aos poucos, aprendendo com nossos sofrimentos e descobertas, vamos escolhendo valores que nutrem nossos espíritos e nos levam sempre adiante nessa caminhada. Estamos na Escola! Estamos em aula!


domingo, 6 de outubro de 2024

EU BUSCAVA UMA SAÍDA ...

 

Estava desesperada, sufocada por minha dor. Buscava uma saída nesse mundo que me acolheu, ensinou utopias, ilusões, prazeres e força e agora me cobrava atitudes impossíveis de realizar – mudar o Outro, mudar o mundo!

Acreditava que todas as minhas respostas estavam em consertar as pessoas desse meu mundo. Foi assim que aprendi! Tanto eu tentei e sempre fracassei... Tentando, afastei-os, magoei-os. Não importa quão os amava, eu os atormentava e me atormentava.

         Busquei respostas com amigos, com religiosos, com autoridades... Tentei manipulações, chantagens, ameaças... Clamei por um Deus que pudesse usar seu poder para atender a meus comandos de amor... Nada consegui, porque finalmente fui entendendo que nada nem ninguém tem o poder de modificar uma criatura única de seu Criador!

Finalmente, humilhada, abatida em minha arrogância e “certezas”, fiquei humilde o suficiente para ouvir uma outra possibilidade, uma nova direção para sair de tanto desespero. Confiando em companheiros presos no mesmo impasse pude ir descobrindo um Poder Maior que me acolhia, fortalecia e me apontava uma nova direção.

As respostas para nos libertarmos das lutas insanas contra o mundo estavam em nos conhecermos e aprendermos a nos cuidar e amar para então, apaziguados e fortalecidos, podermos ir fazendo a nossa parte nesse mundo adoecido.

         Tem sido uma caminhada, Passo a Passo, de descobertas, sustos, desculpas, raivas, culpas, remorsos, expiações... aceitação, perdão, reparação... O contacto constante com a pessoa incrível que estou conhecendo e aprendendo a amar, me leva a sentir melhor a ligação com minha origem sagrada, com esse Poder Maior de Puro Amor e a acolher melhor a humanidade do Outro/

Tem sido uma caminhada mágica, que não se acaba, onde tropeçamos muitas vezes, mas nos transformamos a cada nova descoberta! E enquanto me ocupo nesse caminhar, liberto as pessoas que amo (e todo o mundo) para que, a seu tempo, possam também querer assim caminhar! 

Eu buscava uma saída naquela visão fechada e encontrei o caminho para a liberdade dentro de mim!


quarta-feira, 25 de setembro de 2024

COMPETIÇÕES EM FAMÌLIA

 


         Já nascemos em meio à competições na família! Ele/a parece mais com quem? Qual a família sabe o melhor modo de criar e educar? Ele/a gosta mais de quem? O ciúme rola entre pais, avós, tios... e nós no meio, sendo disputados, manipulados e, inseguros, aprendendo a  manipular...

Todos queremos ter Amor e Valor! É isso que nos move em nossas relações, na família ou fora dela! Somos vítimas dessas distorções e passamos a acreditar que nosso valor e amor dependem de sermos vencedores nessas “batalhas”. Passamos pela vida muitas vezas como mendigos buscando sempre sermos vencedores e termos aprovação de fora.

Entre irmãos isso torna-se muito forte, numa comparação constante e doentia, que se arrasta pelos anos: quem é o queridinho do pai, ou da mãe, ou da avó? Essas competições seguem carregadas (mesmo quando mais leves pela maturidade), de mágoa, ciúme, raiva, injustiça... criando antagonismo entre irmãos! Essas comparações e preferências atrapalham o desabrochar sadio de nossa auto imagem, auto confiança e auto estima, permanecendo sempre nosso foco de atenção fora de nós mesmos.

Carregamos essa necessidade de “ser mais” para nossas outras relações, competindo sempre, disfarçando nosso medo de “ser menos”, com as máscaras da indiferença, do orgulho e vaidade...

Onde essa distorção traz mais prejuízo é no “Amor” e no casamento! No início, movidos pelo encantamento das paixões, admiramos o Outro, mas sempre competindo: Quem é o melhor, mais perfeito, mais companheiro ? Como não somos perfeitos, como falhamos em manter a imagem prometida, passamos ao velho hábito de nos comparar, a criticar, cobrar e menosprezar um ao outro. Agora, ainda nos comparamos nessa triste competição: Quem é o pior?

O problema das competições e disputas é que não aprendemos a olhar para nós mesmos, para nossos talentos ou dificuldades. Nós nos medimos pelos Outros ! Precisamos que alguém perca, seja menos, para que nos sintamos valorizados e possamos ser amados!

No entanto, olhar para nós mesmos, cuidar com carinho e valentia de nossa humanidade, sem comparações, nos traz a intimidade leal que serve de base para nossa auto estima e auto valorização.


segunda-feira, 9 de setembro de 2024

EXPIAÇÃO

 


Como borboletas infantis, inconscientes, corremos pela vida em busca de prazeres. Nessa busca tola, infrutífera para realmente nos nutrir, nos excedemos em tantas coisas, atropelamos pessoas que amamos e, por fim, cansados e confrontados com as consequências de nossas atitudes, começamos a ter um despertar de nossa consciência adormecida.

Esse despertar foi marcado pela dor. A princípio, tentamos de toda forma nos explicar e justificar. Não queríamos a culpa de falhar porque nos acreditávamos superiores à possibilidade de errar. Afinal, foi-nos ensinado a busca de perfeição e da valorização, não a fragilidade de nossa humanidade!

No processo de despertar e encarar a realidade dos erros, fomos apresentados ao monstro da Culpa! Ali, nesse charco lamacento, ficamos aprisionados... Nem buscávamos uma saída, porque não merecíamos...Nosso espírito orgulhoso, não nos admita fuga ou perdão.

Quanto tempo ali ficaremos, rememorando o passado, os erros, as culpas...num remorso infindável? Quanta dor ainda merecemos sofrer por ter errado, por falhar... e ser humano?  Um Pai Maior e mais Amoroso já entendeu nossas fraquezas já nos perdoou o passado esperando apenas que tenhamos aprendido a lição dolorosa e possamos seguir em frente...

Mas, muitos de nós, duros, imperdoáveis, vingativos de nossa humanidade frágil, não aceitamos a lição, o aprendizado e a necessidade de seguir na caminhada! Nos arvoramos em mais sabedores do que esse Poder Amoroso e nos prendemos no passado, revivendo erros , numa punição doentia, nos fustigando eternamente com uma dor sem fim e sem proveito, numa Expiação mórbida... 

Só a Humildade de nos reconhecermos simples e humanos, merecedores do amor e perdão de Deus, só a Humildade de reconhecermos nossa fraqueza poderá  nos libertar da prepotência, da vaidade orgulhosa da auto punição e Expiação e, enfim, nos liberar para continuar, fazendo as reparações,  sempre que possível, em nosso  caminhar...