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domingo, 28 de janeiro de 2024

ATENÇÃO COM COMPAIXÃO

 


              Atenção nos remete a estar presente, estar vivo, a observar tudo a nossa volta. Normalmente observamos e julgamos pessoas e situações conforme  nossos padrões, nossas crenças. Julgamos friamente, sem isenção, sem compaixão... A exceção fica por conta daqueles a quem amamos, onde somos mais tolerantes, muitas vezes em excesso.  Essa é a Atenção que dedicamos ao mundo exterior, atentos aos amigos e inimigos, às competições, às buscas do ego.

               Mas, e a Atenção para conosco? Ao que sinto a cada momento, física e emocionalmente? Como reajo às pessoas e situações? Eu me observo e julgo? Com que critérios? Generosos ou duros? Arranjo explicações e desculpas?

               Com o propósito de nos conhecermos melhor, insistimos na Atenção e Observação, cada vez com mais Verdade, criando uma intimidade com nossas reações emocionais, sentimentos, pensamentos, intenções. O auto conhecimento acontece na Atenção contínua de nós mesmos.

               Mas, cuidado com os julgamentos a nós mesmos! Como  pouco nos conhecemos e ainda pouco nos amamos,  a tendência é nos julgarmos sem compaixão. Frustrados e até envergonhados, feridos em nossa vaidade e orgulho por nossos erros e fracassos, sentimo-nos cheios de culpa e entramos num processo de auto punição e menos valia.

                Não desista! Insistindo no processo de Atenção e observação com Compaixão, iremos chegando à Aceitação do que fomos (e ainda somos) – à nossa humanidade ainda tão imatura, com medos, ousadias, mesquinharias, inconsequências, invejas, traições...

                Descobrindo e reconhecendo que não somos ainda o que queríamos ou pensávamos ser (perfeitos, coerentes, fortes, valentes, justos...) , vamos caminhando mais humildes, serenos e nos tornando mais imparciais e generosos em nosso olhar para o Mundo!




quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

NESSE TEMPO ...


        Nesse tempo de emoções exacerbadas e contraditórias pelos festejos dl Natal, onde o passado grita tão alto em nossos corações, logo seguido pela euforia desequilibrada  da “virada do ano”, onde o medo e a esperança nos empolgam, perdemos muito de nosso equilíbrio. Tentando administrar tantas emoções soltas, sem freio, exageramos em compensações físicas como comidas, bebidas, químicos, danças e alegrias marcadas por presentes, festejos... As gerações curtindo juntas todo o desequilíbrio daqueles momentos em nome da alegria!  

Logo após, entramos numa fase de Ressaca física e emocional, atropelada pela correria das férias, onde todos querem viver o  que se acumulou durante o ano. Filhos ansiando por movimento, pais por descanso, interesses diferentes, internet que mantem seu domínio sobre todos, “acalmando”, distanciando... E tudo continua...

Vivemos o caos, interior, familiar e social... até planetário! E agora? Caminhamos para um “fundo de poço” necessário à nossa recuperação e aprendizado como humanidade? Como crianças, nos alienamos, fugindo á nossa parte, reclamamos uns dos outros, cobrando  mudanças...

Mas, qual é o tempo para cada um? Qual é o tempo, com nossas tantas contradições e variáveis, para uma menina transformar-se em uma mulher, em uma mãe?  Qual é o tempo para um menino se tornar um homem e qual o tempo para um jovem incendiário revoltado se tornar um  sereno pacifista? Qual o tempo para, finalmente, nos olharmos e vermos nosso orgulho, vaidade e egoísmo e iniciarmos a mudança? Qual o tempo para organizar meu próprio caos? Reconhecer-me, entender, meu propósito por aqui, me disciplinar, insistir, acreditar...Tudo tem um tempo: as pessoas, os países, a humanidade...

Infantis como somos, esperando as mudanças sempre dos outros, temos pressa. Mas, o tempo não corre em vão! Ele obedece ao Tempo de Deus, o tempo da Paciência, d a Generosidade... Ele perdoa nossos tropeços, nosso caminhar arrastado, nossa teimosia e cegueira... Ele Espera o necessário a cada um!