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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

O DELICIOSO SABOR DA GRATIDÃO



           A GRATIDÃO não é apenas um conceito sério, respeitável, uma exigência de nossa mente racional e consciente. Não é apenas a consequência de nosso senso de justiça, de reconhecimento à Deus e às pessoas por ganhos que tenhamos recebido ou por perdas não sofridas.
Essa é uma gratidão do Ego, mental, racional, aprendida, cobrada e até, muitas vezes, negociada. É uma gratidão que nasce do reconhecimento do quanto que ganhamos ou do que nos livramos em comparação com outras pessoas. É uma gratidão que nos faz agradecer, embora continuemos a nos comparar e continuemos ligados ao que nos falta, ao que tememos, ao que ainda não recebemos. É um agradecimento reconhecido, sério, honesto... mas sem sabor, como tudo que é racional.
Podemos, no entanto, usufruir do sabor e deleite da Gratidão Sentida, vivenciada a cada lembrança do que recebemos das pessoas, da Vida/dos viventes e de Deus. Gratidão por acharmos “uma saída”, por aceitarmos o que a Vida nos oferece como saída;  Gratidão pela boa vontade e generosidade de quem nos ouve e acolhe;  Gratidão ao reviver continuamente a alegria de receber o que, espontaneamente, nos foi oferecido; por estarmos aprendendo a amplitude dessa Gratidão com a alegria da aceitação do que recebemos, sem comparações, de peito aberto, sem avaliações; por reconhecer os ganhos, mas também por entendermos os outros ganhos oferecidos e escondidos nas perdas...   
         Essa Gratidão, essa alegria, é contínua e nos leva aos Outros e a Deus. Ela nos faz sentir acolhidos, irmanados, sem solidão... Na dor das perdas, temos ainda mais a “necessidade” de chegar, de agradecer, de pensar nos ganhos já recebidos através de doces lembranças de palavras e gestos  de carinho...
Essa Gratidão que nos inunda de alegria e consolação, que nos leva a um estado de graça... é uma das expressões mais altas do Amor.    

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

NOSSO CORPO MENTAL



Somos seres de energia, energia essa que se manifesta em várias dimensões. Como hoje vivemos em uma dimensão material, temos mais consciência de nossa dimensão física, de nosso corpo. Nossa dimensão/corpo emocional se manifesta em nós através das emoções, fortes ou fracas, “boas ou dolorosas”, que nos sacodem. Mas é a nossa dimensão mental, sede de nossos pensamentos, que “orquestra” nossa vida, porque essas dimensões se interpenetram, elas influenciam umas às outras e o  “comando” está em nosso campo mental, através de nossa mente e nossos pensamentos.

         Como seres tão complexos que somos, pensamos influenciados por experiências passadas, por crenças aprendidas em nossa infância, em nossa cultura, em nosso tempo. Pensamos como fomos “ensinados” a pensar! Como não sabemos disso, permanecemos aprisionados a esses esquemas mentais.  Decodificamos e julgamos os fatos e pessoas através desses “óculos”! Eles habitam e formam nosso corpo mental. Corpo mental, inferior, porque está quase totalmente subordinado aos anseios materialistas, competitivos, antiéticos, de nosso Ego mundano.

Pensamos sempre nos comparando, competindo, em como iremos ganhar mais e mais; pensamos que precisamos ter razão, em como iremos dominar, como não perder status, coisas e pessoas!   Todos esses pensamentos detonam emoções contínuas de medo, frustrações, raiva, apego, mágoas, ressentimentos...  e comportamentos de luta/disputa, exigindo sobrecarga física contínua, gerando necessidades de anestesia e prazer cada vez maiores, criando doenças físicas, emocionais e mentais.

Assim, estamos presos às demandas e dores desse corpo mental mal condicionado. Para nossa libertação e evolução precisamos começar a acessar nosso Corpo mental superior, gerando pensamentos éticos, generosos, de respeito, de compaixão, de aceitação da realidade;  pensamentos do que somos e podemos, no momento. Precisamos entender como funcionamos para ter a liberdade de escolher como e o que pensar para gerar “boas” emoções, doces sentimentos, para um bem estar físico, emocional e mental... para sermos felizes e continuarmos acessando níveis cada vez mais sutis e venturosos.

Somos os únicos responsáveis pela saúde de nossas várias dimensões/corpos e somos nós os que vamos receber, ou enfrentar, as consequências de nosso pensar. Como escolho pensar a cada momento?

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

RESPEITO II



      É o “carro chefe”, o “abre alas” do Amor. Ele é o cuidado, a atenção, a defesa ética e gentil da Vida Única que há em de cada um de nós. 

      Sem o Respeito, o Amor não vinga, não floresce. Sem ele, o Amor se abastarda, se distorce, se confunde, se perde... Sem ele, o Amor se transforma de forma maligna em apego, e transforma o Outro em objeto de nossas necessidades físicas, emocionais, mentais. Sem o Respeito, o Amor perde sua característica de doação e alegria e passa a atuar como o carrasco que cobra, que mente e manipula, que usa o poder para submeter, aprisionar e torturar...

        O Respeito precisa nascer em mim, para que possa entendê-lo e estendê-lo aos outros. O Respeito sabe que somos seres em aberto, que precisamos de “espaço” para Ser, para irmos nos construirmos e transformando a cada dia.  O Respeito sabe que somos diferentes e únicos, em caminhos diferentes e únicos, formando histórias e destinos diferentes e únicos.    Por isso o Respeito não nos permite exigir nada além das possibilidades de cada um de nós. O Respeito não julga, não cobra, não impõe. Ele acolhe e aceita o tempo, as escolhas, as opiniões de cada um. Ele entende o mistério que  Somos!  

        O Respeito, e tudo que ele representa de atenção e cuidado, começa em mim! Ele me sinaliza a necessidade de ser honesta e assertiva na defesa de meu espaço em minhas relações com o mundo. A partir do Respeito, garantidos por ele, podem se desenvolver as outras facetas do Amor: a Ternura, a Compaixão, a Bondade, a Solidariedade, a Amizade, a Igualdade, a Aceitação, a Alegria do Encontro...