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sábado, 23 de janeiro de 2010

Para mantê-lo você tem que passá-lo aos outros



A vida é movimento, precisa de movimento para manter-se, enriquecer-se. Tudo que recebemos foi algo que outras pessoas compartilharam, doaram, fizeram circular.
Nosso lema nos alerta que para mantermos vivo, enriquecido, nosso programa e a sabedoria que ele encerra, precisamos levá-lo a outras pessoas. O que nós doamos nos confere a alegria de estarmos cooperando, nos sentindo juntos, pertencendo a todo grupo humano. Quando nos fechamos guardando o que descobrimos, o que nos passam, tudo se perde porque o que está vivo, se não trocar e crescer, tende a empobrecer e morrer.
Compartilhar, repartir e doar são aspectos maravilhosos do Amor. Ao vivenciá-los, mantemos o Amor em nossas vidas, tornando-as alegres, saborosas, felizes.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Incompetência e Impotência



Fomos acostumados a ver nosso valor medido pelos outros e em função de nossa eficiência para atender às expectativas alheias, fossem elas reais ou irreais, possíveis ou impossíveis. Assim, recebemos “missões impossíveis” como “fazer felizes” pais, filhos, companheiros, etc., modificar os outros (para o próprio bem deles), jamais falharmos (ou nos sentiremos culpados), fazermos escolhas perfeitas que se revelem as mais certas no futuro, não termos dúvidas, só certezas, termos sempre razão... Nosso desempenho nessas missões consideradas normais é que mostrariam nossa competência na vida, se temos ou não valor!E acreditar nisso com maior ou menor intensidade (rigidez) é que determina o julgamento que também fazemos de nós mesmos!
Enquanto tudo vai bem, sem maiores desafios, expectativas ou cobranças podemos ir nos sentindo vencedores ou pelo menos com bom/razoável desempenho. Mas, quando as expectativas são muito altas, irreais, ideais, quando as cobranças são cada vez maiores e mais constantes (de nós mesmos e dos outros), elas detonam sentimentos intensos de culpa, vergonha, mágoa, raiva, ansiedade, ressentimento, desespero, desesperança... É muita dor!Sentimo-nos cada vez menores, falhos, fracassados, desvalorizados, humilhados, envergonhados, incompetentes, Esse sentimento de menos valia serve de alicerce para uma auto-estima baixa que se revela em comportamentos de vitimação, subserviência ou, ao contrário, de agressividade, mentiras, fantasias, desculpas. \É muita luta (interna e externa) e gera desgaste, depressão, isolamento, abandono... Tudo porque acreditamos poder o impossível!
Mas se pudermos abrir a mente, entendendo e reconhecendo simplesmente o real, o que podemos, tudo muda. Somos impotentes para modificar fatos irreversíveis da vida e também impotentes para modificar os outros, ainda que tenhamos mais experiência, instrução, poder material, mesmo que seja Por Amor.Se insistirmos na luta insana acabaremos por perder o controle de nossa própria vida. (1º Passo) É aceitar o que não podemos modificar. Todo nosso poder existe para ser usado conosco: poder de aceitar e nos adaptar aos fatos da vida, de fazermos escolhas que nos pareçam as melhores naquele momento, poder de nos modificarmos (no pensar e agir), de nos cuidarmos, de nos respeitarmos (estabelecendo nossos limites a cada momento), de nos valorizarmos, de irmos construindo uma auto-estima equilibrada...( “coragem para modificar o que posso).
Afinal descobrimos que não fomos incompetentes, apenas éramos impotentes para a missão impossível, suicida, de querer modificar os outros. Aprendendo a cuidar gentilmente de mim, retomando o controle do meu mundo interior, de minha vida, posso a cada dia rever minhas opções e relações entendendo que “aos outros só podemos amar”.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A gratidão muda suas atitudes



Nossas atitudes derivam do modo como pensamos. Quando nos relacionamos com o mundo, as pessoas e Deus com expectativas idealizadas, fantasiadas, esperando que tudo aconteça conforme nossos desejos, muitas vezes nos frustramos, ficamos com raiva, magoados, ressentidos. Tomamos então atitudes agressivas, nos fechamos, cobramos... Ficamos obssessivamente contabilizando tudo que nos falta, vivendo em eterna escassez. Não somos felizes...
Mas se escolhermos olhar a vida com abundância, valorizando tudo que temos, o que conseguimos, o que recebemos, desfrutando as qualidades que certamente têm as pessoas de nossa vida, então nos sentiremos agraciados, fortalecidos e a gratidão mudará nossas atitudes. Nossa alegria transborda e sentimos vontade de compartilhar, de cooperar. Estamos então flizes.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Leve o que precisa e deixe o resto



Em todo momento que nos reunimos com outras pessoas, nun grupo anônimo ou não, ouvimos de tudo. Cada um de nós tem temperamento, histórias e experiências diferentes e em consequência percebemos o mundo de forma individual, emitindo conceitos e opiniões absoluitamente individuais. Uma opinião diferente da nossa não é forçosamente melhor ou pior que ela. É apenas diferente, assim como atitudes, vivências, conceitos, etc. Se mantivermos a mente aberta e uma escuta interessada podemos tirar proveito desse mundo novo que o outro representa. Levemos o que, só por hoje, nos parece útil e nos enriqueceremos nessa troca. Deixamos de lado, só por hoje, o que ainda faz parte de nossas diferenças.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Vá com calma



Parecemos estar correndo sempre, querendo soluções rápidas para os desacertos de nossa vida, querendo fugir da dor... Quando queremos mudanças, então entendemos precisar fazê-lo rapidamente. Mas as mudanças têm seu próprio ritmo: para cada um de nós, para cada aspecto de nós. Precisamos de um tempo que é só nosso.
Quando nos apressamos, corremos o risco de nos atropelarmos, tropeçarmos cairmos, recairmos e ficarmos frustrados, desacreditados intimamente, brigados conosco mesmos ou arranjarmos desculpas que nos mantêm encalhados: ‘’é a minha doença...’’
Somos pessoas em recuperação de nossa energia, força, da alegria, do gosto para nossa caminhada. A recuperação de tudo isto está a disposição de cada um de nós. Requer apenas a certeza que podemos, por sermos portadores da centelha desse Poder Maior; que merecemos quando, com perseverança e gentileza, caminhamos. Apenas precisamos de calma em todo processo.
Vá com calma é um lembrete para que sejamos pacientes, gentis, respeitosos com nosso tempo, o tempo necessário para entender e ir superando cada uma de nossas dificuldades. Esse tempo de calma, não de calmaria, favorece a reflexão, a conscientização de nós mesmos, do que queremos e não queremos, do que podemos e não podemos, de nós e do outro, do Poder Superior... Passamos cada vez mais a agir e não reagir. Aprendemos a dar passos com mais segurança, entendendo melhor e saboreando cada vez mais a caminhada.
Vá com calma, veja e viva esse dia como uma oportunidade única de ir construindo seu destino, escolhendo como lidar com tudo que o dia trouxer, remodelando a si mesmo como um artista, buscando a luz dessa obra incrível que somos nós.
Saboreie a vida com vagar, vale a pena!
Vá com calma, mas vá.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Evite o 1º Atrito



Vivemos em atrito com as pessoas que mais amamos. Sentimo-nos responsáveis por elas, por suas atitudes, por sua vida. Elas também se sentem responsáveis por nós e, ao tentarmos controlar a vida uns dos outros, entramos em choque, nos confrontamos, nos magoamos e... nos afastamos de nós mesmos e dos outros.
Tanto tempo, tantas vezes sufocamos nossos sentimentos , nos obrigamos a dizer ou fazer o que não desejávamos, num flagrante desrespeito a nós mesmos que, sem perceber, vivemos em constante atrito interno.
Toda nossa caminhada precisa começar e passar por nós para que cheguemos bem aos outros e o lema nos alerta para esse cuidado!
Ouça seus sentimentos, dê voz a eles, sem cobrança. Quando exercitamos o auto respeito isso nos traz auto confiança, auto responsabilidade.
Estando bem conosco mesmos, temos mais tranqüilidade e sabedoria para evitar reagir, discutir, manipular, atritar com os outros, adictos ou não.
Hoje entendo que não preciso e não posso dirigir a vida de ninguém, mesmo das pessoas que mais amo.
O Lema nos faz atentos ao cuidado de evitar atritos conosco e com os outros porque esses confrontos nos distanciam e acabam por impossibilitar o encontro, a felicidade que buscamos.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Só por hoje



É o lema do aqui/agora que nos libera do peso terrível do ''pra sempre'' ou ''nunca mais''. Ele nos torna leves, entusiasmados, decididos, corajosos para efetuarmos nossas mudanças - para nos liberarmos das defesas que acabaram por nos aprisionar e dá força para lidarmos com o novo, ousarmos pensar/sentir e fazer diferente.
Só por hoje me lembrarei que sou um ser único e cuidar de mim é minha maior responsabilidade - não posso delegá-la a mais ninguém, nem cobrá-la dos outros, que têm o mesmo direito/dever de cuidarem de suas próprias vidas.
Só por hoje tentarei conhecer, comunicar e honrar meus limites, respeitando os dos outros - isto é, praticar o desligamento com amor.
Só por hoje vou buscar estar aberto a um novo modo de Ser e de Estar nas minhas relações: ouvirei mais e de coração aberto, falarei com honestidade, sem cobranças, sem disputas por razão.
Só por hoje vou lidar com o passado sob uma nova perspectiva, buscar uma nova leitura, sem repetir a mesma história, sem eternizá-lo a cada dia: o que ele pode me ensinar de novo? Que visões equivocadas devo abandonar, de que hábitos negativos decidirei me liberar?
Só por hoje farei escolhas positivas, que possam ir se transformando em hábitos sadios e prazerosos, dando cor e luz aos meus dias.
Só por hoje estarei atento ao meu dia: valorizando minha vitória, simples que sejam, aceitando com bom humor e amor minhas falhas para, com alegria e perseverança, ir modificando o que posso.
Só por hoje desfrutarei da liberdade de criar um novo dia, um novo eu, uma nova vida.
Só por hoje me soltarei das lutas e me entregarei ao Amor e Sabedoria de um Poder Superior.
Só por hoje é o lema da promessa de caminhada e continuidade. Ele gentilmente nos empurra dizendo:
- Vá, você pode. Não desista de você.