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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Evite o 1º Atrito



Vivemos em atrito com as pessoas que mais amamos. Sentimo-nos responsáveis por elas, por suas atitudes, por sua vida. Elas também se sentem responsáveis por nós e, ao tentarmos controlar a vida uns dos outros, entramos em choque, nos confrontamos, nos magoamos e... nos afastamos de nós mesmos e dos outros.
Tanto tempo, tantas vezes sufocamos nossos sentimentos , nos obrigamos a dizer ou fazer o que não desejávamos, num flagrante desrespeito a nós mesmos que, sem perceber, vivemos em constante atrito interno.
Toda nossa caminhada precisa começar e passar por nós para que cheguemos bem aos outros e o lema nos alerta para esse cuidado!
Ouça seus sentimentos, dê voz a eles, sem cobrança. Quando exercitamos o auto respeito isso nos traz auto confiança, auto responsabilidade.
Estando bem conosco mesmos, temos mais tranqüilidade e sabedoria para evitar reagir, discutir, manipular, atritar com os outros, adictos ou não.
Hoje entendo que não preciso e não posso dirigir a vida de ninguém, mesmo das pessoas que mais amo.
O Lema nos faz atentos ao cuidado de evitar atritos conosco e com os outros porque esses confrontos nos distanciam e acabam por impossibilitar o encontro, a felicidade que buscamos.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Só por hoje



É o lema do aqui/agora que nos libera do peso terrível do ''pra sempre'' ou ''nunca mais''. Ele nos torna leves, entusiasmados, decididos, corajosos para efetuarmos nossas mudanças - para nos liberarmos das defesas que acabaram por nos aprisionar e dá força para lidarmos com o novo, ousarmos pensar/sentir e fazer diferente.
Só por hoje me lembrarei que sou um ser único e cuidar de mim é minha maior responsabilidade - não posso delegá-la a mais ninguém, nem cobrá-la dos outros, que têm o mesmo direito/dever de cuidarem de suas próprias vidas.
Só por hoje tentarei conhecer, comunicar e honrar meus limites, respeitando os dos outros - isto é, praticar o desligamento com amor.
Só por hoje vou buscar estar aberto a um novo modo de Ser e de Estar nas minhas relações: ouvirei mais e de coração aberto, falarei com honestidade, sem cobranças, sem disputas por razão.
Só por hoje vou lidar com o passado sob uma nova perspectiva, buscar uma nova leitura, sem repetir a mesma história, sem eternizá-lo a cada dia: o que ele pode me ensinar de novo? Que visões equivocadas devo abandonar, de que hábitos negativos decidirei me liberar?
Só por hoje farei escolhas positivas, que possam ir se transformando em hábitos sadios e prazerosos, dando cor e luz aos meus dias.
Só por hoje estarei atento ao meu dia: valorizando minha vitória, simples que sejam, aceitando com bom humor e amor minhas falhas para, com alegria e perseverança, ir modificando o que posso.
Só por hoje desfrutarei da liberdade de criar um novo dia, um novo eu, uma nova vida.
Só por hoje me soltarei das lutas e me entregarei ao Amor e Sabedoria de um Poder Superior.
Só por hoje é o lema da promessa de caminhada e continuidade. Ele gentilmente nos empurra dizendo:
- Vá, você pode. Não desista de você.

domingo, 29 de novembro de 2009

O Despertar Espiritual




Vivemos num mundo material e tão identificados ficamos com ele que esquecemos nossa origem espiritual - “somos seres espirituais em uma experiência material”.Embora sendo multidimensionais parecemos só perceber nossa dimensão física e dela cuidamos cada vez mais: na alimentação, sexo, exercícios, remédios, próteses, etc. Queremos soluções materiais que trazemos de um mundo também material. Buscamos aí porque nos parece mais fácil, mais perto; exageramos até nessa busca de sensações e elas passam tão rápido, deixam vazios...
Somente quando esse mundo parece nos decepcionar, quando não consegue nos dar felicidade e nos confrontamos com tédio, dor, desespero é que parecemos ficar prontos para tentar outra direção; quando as circunstâncias da vida conflitam com muito do que acreditamos, quando perdas maiores nos atingem em outras dimensões (mental/afetiva) ainda assim buscamos primeiro solução onde estamos habituados – no mundo lá fora. Ficamos confusos quando muitos de nós parecem possuir tudo que o material pode proporcionar e ainda assim perambulam, empurrando o tempo, insatisfeitos, entediados, inquietos, deprimidos, traduzindo a sede da alma, da dimensão espiritual. Nada os preenche ou consola porque esta dimensão está desnutrida e seu alimento não é material. Estamos aprisionados nas crenças e certezas de nosso ego, nosso pequeno eu. Tentamos nos conformar olhando em volta e nos sentindo “normais”, iguais a todo mundo – é a “normose”,a traição do nosso Ser Maior, Essencial.
Mas para alguns de nós a Dor levou à busca de uma passagem para além desse ego aprisionante , atendendo a nosso inato desejo de despertar, de saúde, de ser feliz. Aceitamos uma programação que nos sugeria outra direção na busca de soluções e Passos para prosseguir no caminho. Essa itinerância é um exercício de cuidados, atenção, bom humor e ternura conosco mesmos ao encontro de nossa saúde profunda, nossa origem sagrada, nossa dimensão espiritual.
Iniciamos nossa caminhada com um primeiro passo que nos aponta a nova direção a ser seguida: não mais tentando lutar, possuir, controlar o que está fora de nós (pessoas, coisas, químicos, etc). E decidimos começar a confiar e entregar os rumos de nossa busca a um Poder Superior, a um poder maior , mais sábio e amoroso, presente de algum modo em nossa vida. A nova direção nos convida a conhecer, sem briga, com cuidado e atenção a nós mesmos, esse ego sofrido e aguerrido que nos defende e aprisiona. Aos poucos, sem lutas internas que só nos desgastam e retêm, aceitando mesmo sem gostar algumas descobertas, vamos deixando de nos esconder e envergonhar do que fomos e somos, compartilhando com honestidade, reiterando nosso propósito de mudança e libertação; trocamos o sentimento de humilhação e fracasso que nos paralisa por não sermos quem “devíamos” ser pela humildade de aceitar quem somos, só por hoje, e pedimos a ajuda de um Poder Maior, cada vez mais próximo e presente, para ir superando as amarras internas, nos libertando. Prosseguindo a caminhada, aprendemos a fazer uma nova leitura de nossa história, das relações conosco mesmos e com os outros. Isso nos dá uma nova visão do que precisa ser mudado, reparado e acertado, deixando-nos continuar mais confiantes e animados. Passamos a aproveitar melhor nosso tempo fazendo de cada momento e circunstância do dia uma oportunidade de revelação e mudança. Isto nos faz compreender melhor nosso ego. Ele já não nos aprisiona tanto porque não brigamos com ele, porque entendemos seus medos, manias, sua disposição para competir, seus desvios, suas fraquezas... Em todo esse trajeto vamos aprendendo a aceitá-lo, para amansá-lo e poder redirecionar sua força.
“Só é duradouro o que se renova todos os dias” Em todo esse percurso temos por companhia, cada vez mais próximo, íntimo e companheiro, esse Poder Superior. Conversamos com Ele em nossas orações de agradecimento e pedidos de orientação; sentimos Sua força e serenidade quando nos aquietamos em meditação.
Estamos ficando diferentes ! Já não somos mais o ego:encapsulados por ele, identificados com ele. Cada vez mais o olhamos de fora, de uma outra dimensão, com uma outra

consciência. Estamos começando a despertar nossa dimensão espiritual! A vivência, o exercício de valores amorosos como aceitação, verdade, respeito, paciência, perseverança, humildade, compaixão, bom humor, ternura e tantos outros fazem parte dessa jornada, passo a passo, e nos despertam uma força diferente que nos cuida, nos defende sem aprisionar, nos liberta, nos une a tudo e todos. Descobrimos esse Poder Amoroso cada vez mais em nós. E nós o procurávamos lá fora! Essa luz esteve todo o tempo aqui como um sol atrás das nuvens, como num candeeiro escurecido, como uma obra de arte sob a pedra bruta, como a água viva de uma fonte obstruída - “É o humano animado pelo sobre-humano”
A perseverança e determinação de prosseguirmos com nossos Passos, um dia de cada vez, nos conduzem à dimensão espiritual. Lá podemos desfrutar de uma “saúde profunda-a manifestação do Invisível no visível”; é a “transparência de Essência na existência humana” porque “precisamos expressar de maneira única o Ser que se manifesta em nós”. Espiritualidade é a consequência natural de nossa comunhão e participação consciente, amorosa e entusiasmada no processo da Vida.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Primeiro as primeiras coisas


Em meio ao caos em que se transformaram nossas vidas torna-se imperativo colocarmos um pouco de ordem em nossos dias. Debatiámo-nos todo tempo com cobranças externas e internas, com o que tinha que ser feito, o que terá que ser feito, o que é prioritário, etc. Desta forma perdemo-nos, relembrando o passado que não pode ser mudado, planejando atitudes para o futuro que ainda não podem ser efetivadas e desgastando-nos em especulações sem fim sobre o que é mais importante e necessário a ser feito. Então, realmente, objetivamente, nada fazemos e mais e mais nos debatemos, frustrados, inseguros, antecipadamente fracassados.
O lema sugere “ir com calma” e organizar-se: ''primeiro as primeiras coisas'', mas o que serão as primeiras coisas? “Mantenha-o simples e pense”: as primeiras coisas são aquelas que eu posso fazer, hoje e agora.
Não posso consertar toda minha vida de uma só vez e não tenho o poder de consertar a dos outros! Posso sim, com humildade, escolher o que é possível fazer aqui e agora.
Isto me dá um senso de eficiência, de auto confiança no processo de desenovelar minha vida.
Primeiro as primeiras coisas - é o lema da ordem e das nossas possibilidades reais a cada dia.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Respeito




Acredito que o Respeito é o alicerce, a base sólida, condição primeira para poder construir minha felicidade, a gostosura de viver amorosamente comigo mesma, com tudo e todos. Entendo que Sou mas não sou sozinha, pertenço a grupos (humanos e à natureza em geral). Nesse desafio de buscar o equilíbrio em Ser e Pertencer, o respeito é que pode garantir o espaço necessário para desfrutarmos ambos esses aspectos em vez de sermos repuxados, dilacerados entre eles.
Respeito tem a ver com aceitação de mim mesma e do outro em nossa alteridade, nossa unicidade, nossa identidade. Embora tenhamos a mesma origem sagrada, somos únicos, especiais e diferentes. Temos potencialidades próprias, temos propósitos, possibilidades e dificuldades diferentes; temos histórias e trilhamos caminhos também diferentes. Ao passarmos uns pelos outros durante a vida só o Respeito a essas diferenças pode nos garantir um doce desfrutar nos encontros.
Como acredito que tudo se inicia na minha própria percepção de quem sou, cabe-me a responsabilidade de ser respeitosa, antes de tudo, comido mesma. Aceitar quem sou a cada dia, como penso, como entendo o que sinto, descobrir o que posso, o meu tempo na caminhada, sem me angustiar com expectativas e cobranças, internas e externas. Isso é Respeito comigo mesma e toda essa aceitação, paciência, esse acreditar em mim mesma, me leva a ser mais respeitosa, paciente e compassiva com os outros.
O Respeito se revela concreto e objetivo nos limites claros, firmes, ainda que flexíveis, que estabelecemos em nossas relações. Eles garantem o espaço para que possamos Ser e compartilhar, enxergar e sentir o outro. O Respeito é que guarda um espaço para o Amor.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Até que ponto isso é importante?




A pergunta sugerida pelo lema nos faz parar e refletir. Impede que tenhamos comportamentos de pura reação e nos proporciona a oportunidade de uma ação consciente ao nos defrontarmos com novos fatos e expectativas frustradas em nossas relações.
É uma chance de reavaliarmos o que nos acontece:
-isto é um contratempo ou um desastre?
-uma dificuldade, uma tristeza ou uma tragédia?
-buscamos constantemente perfeição nos outros, em nós, na vida?
-é necessário que tudo seja feito do nosso jeito?
O lema favorece deixarmos de lado reações dramáticas, lamúrias, previsões terríveis, medo exagerado de perdas materiais, etc e optarmos por uma ação calma, ponderada, onde possamos resgatar nossa serenidade. A simples reflexão nos devolve o senso de proporção. Pare, espere, pense, aja ao invéz de reagir. Vamos assim descobrindo que poucas, bem poucas coisas, boas ou más, realmente são importantes e, mesmo essas, acabam por passar.
Valorizar tanto aquilo que na verdade é banal ou foge ao nosso poder, nos excita, irrita, angustia, desgasta. Até que ponto são importantes? Por que abrir mão tão facilmente e constantemente de minha serenidade? Afinal, ela é quem me conforta, dá um sabor suave a minha vida, é parte inseparável da minha felicidade. E o que é importante então para a serenidade e sua manutenção? Trocar expectativas frustrantes, lutas e constantes cobranças pelo “desligamento” de toalhas molhadas na cama, roupas espalhadas, cursos abandonados, mau humor alheio, times desclassificados, dinheiro perdido, etc; tudo enfim que não é de minha responsabilidade ou que não posso modificar. Importante é nos respeitarmos, respeitar o espaço/modo do outro, preservarmo-nos e preservar nossas relações mais significativas.

domingo, 11 de outubro de 2009

Que comece por mim



Desde sempre aprendemos, de uma forma verbalizada ou demonstrada, que tínhamos o poder, até mesmo, o dever de modificar as pessoas que estivessem "erradas", para seu próprio bem. Era importante mostrar-lhes o erro, um modo melhor de pensar, sentir e agir. Quando não correspondiam às nossas expectativas, aos nossos esforços, sentíamo-nos frustrados e ressentidos. Obstinadamente nos esforçávamos para mudá-las e, magoados e confusos sentíamos que elas se afastavam. Finalmente entendemos o que era tão simples mas contrário a tudo que acreditávamos. Só temos o poder de mudar a nós mesmos e por esta mudança somos responsáveis.Compreendendo isto podemos nos libertar da luta e da espera angustiante que as pessoas mudem para que possamos ser felizes.
Que comece por mim é o lema que nos convoca à ação libertadora de nós mesmos, entrega-nos o poder sobre nossas vidas, deixando aos outros o caminho livre para suas próprias mudanças: quando e como puderem. Ele libera nossas relações da cobrança, da manipulação, da eterna luta em nome da razão e do amor.
Quando nos sentirmos invadidos, agredidos, encurralados, e por isso mesmo, sofridos e infelizes, saberemos que nos cabe ouvir-nos atenciosamente, estabelecermos nossos próprios limites e honrá-los. São mudança que estou buscando no modo de tratar-me; é o exercício do auto respeito e auto responsabilidade.
"Que comece por mim toda e qualquer mudança em mim mesmo, nas minhas relações, no meu mundo".