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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

DEPENDÊNCIA QUÍMICA E FAMÍLIA


Hoje vivemos num mundo químico onde aprendemos desde cedo a viver “aditivados” pelos químicos (álcool, remédios, outras drogas) que, a princípio, nos oferecem sensação de prazer, liberdade e poder. Seu efeito passageiro, no entanto, nos obriga a precisar usá-los, mais e mais, não só por prazer, mas já agora para anestesiar a angústia de sua falta e a dor do enfrentamento de nossos pensamentos de menos valia, nossos medos, frustrações, mágoas, vergonhas, culpas, ressentimentos... Nossos sentimentos disfarçados, reprimidos, são mantidos, contidos sob essa “camisa de força” química e tentamos assim ir levando a vida.
Dependendo de nossas características particulares, de nossa dor individual, esse processo pode se prolongar e aprofundar. E desse uso químico social passa-se ao abuso e daí a uma dependência total para sobreviver. Instalou-se, então, a doença. O indivíduo fica aprisionado mental (obsessão) e fisicamente(compulsão) aos químicos, ainda que o preço sejam as maiores perdas: espirituais, mentais, afetivas,físicas, profissionais, materiais - sua felicidade, sua própria vida.
Nesse processo tão doloroso, sua família sente-se igualmente aprisionada. Ela acredita que tem o poder e o dever de redirecioná-lo e, embora faça de tudo, por amor e pela força, não consegue resgatá-lo. A família tenta esconder do mundo a vergonha, a culpa, o medo, a raiva, a mágoa... Embora seja impotente perante a doença do outro, ela não sabe e sente-se incompetente... Vem o desespero, a depressão, a desesperança...
A Família não vê saída, sente-se desprezível e desprezada, só e isolada.
Os Grupos Anônimos de Mútua Ajuda ( AA, NA, ALANON, NARANON) podem representar uma saída para esse impasse do dependente químico e da família.
São grupos de pessoas que vivem a mesma dor, o mesmo dilema. Pessoas que podem ouvir e entender, que não dão conselhos mas compartilham suas experiências, forças e esperanças.
“Não posso modificar os outros, mas quando EU mudo, algo muda nas minhas relações e no modo como passo a perceber e interagir com o mundo.”


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