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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O JEITO QUE O OUTRO É



            Cada um tem um jeito de Ser e de Estar. Cada um é o que é. Agradando ou não, cada um carrega seu modo único de ser. Esse modo que resulta de sua história: o que trouxe (é discutível de onde), o que aprendeu na sua origem e com suas experiências, o que viveu, enfim... E o modo de estar nas relações deriva do jeito de ser, das circunstâncias e do espaço que lhe é permitido.

            Preciso entender isso, porque quero amá-lo do jeito que você é! Chega da luta sem fim para tentar mudá-lo e das mágoas por não conseguir. Para nossa convivência, acredito que precisarei, para sempre, me lembrar que você, como eu também, é único e, portanto, precisamos estabelecer um espaço entre nós que garanta o respeito a essa alteridade, o respeito a esse modo diferenciado de sermos. É minha responsabilidade garantir esse meu espaço: não permitir ser invadido, nem tampouco invadir o dos outros. É importante eu buscar compreender, ter sensibilidade para perceber sua humanidade (medos, frustrações, mágoas, sonhos, desejos...) tantas vezes escondida, disfarçada com atitudes agressivas ou de indiferença.

            Quero amá-lo do jeito que você é! Mas, às vezes, é tão difícil!
Aquilo que me encanta a princípio, mais tarde me irrita e confunde! Começo a querer modificá-lo, “acertá-lo”, livrá-lo dos defeitos de criação... por amor, com amor e já sem tanto amor... Ofendo-me, irrito-me, com sua resistência, com sua teimosia, em ser do jeito que é! Chega a parecer provocação, falta de amor, falta de consideração!... E discuto, invado, me deixo invadir, magôo, me deixo magoar... Uma batalha sem fim, até o fim da relação, deixando-nos feridos, com feridas que nos acompanham, às vezes, para sempre.

            Devemos nos isolar? Devemos desistir das pessoas? Ou apenas desistir de modificá-las? Quanto mais eu entender, sentir e respeitar o meu próprio modo único de ser, poderei também aceitar e respeitar o Outro, do jeito que ele é. Quanto mais desenvolver minha sensibilidade, minha atenção com meu próprio modo de Ser, com minhas atitudes ao Estar em minhas relações, quanto mais exercitar minha assertividade, poderei ficar mais sensível, atenta e compreensiva com o Outro. Nossas diferenças, nosso colorido único, só precisam de espaços delimitados pelo Respeito e garantidos pela Assertividade para podermos usufruir com gostosura a companhia uns dos outros. E isso é responsabilidade de cada um!
            “O que nos diferencia não precisa ser o que nos antagoniza”
            Somos flores maravilhosas de um maravilhoso e tão criativo buquê  divino!

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